Portas abertas na China aos negócios portugueses

| Economia

Paulo Portas brinda aos bons negócios entre Portugal e a China
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Paulo Portas continua por terras chinesas, onde marcou presença na abertura de um seminário económico China-Portugal que teve lugar na cidade de Pequim. No seu discurso o ministro português de Estado e dos Negócios Estrangeiros deu conta de que “o investimento chinês em Portugal é um "processo potenciador de forte cooperação económica" bilateral suscetível de ser capitalizado também pelas pequenas e médias empresas.

Mais um dia de Paulo Portas e da comitiva de mais de 50 empresários pela China para abertura de um seminário económico sobre as potenciais parcerias entre as grandes empresas dos dois países com destaque para o investimento chinês no nosso país.

"É hora de sabermos aproveitar o que essas parcerias podem potenciar e o caminho que podem abrir às pequenas e médias empresas portuguesas, competitivas e ambiciosas", disse Paulo Portas referindo-se à entrada da China Three Gorges e da State Grid no capital da EDP e da REN, respetivamente, e à parceria no Brasil entre a Sinopec e a Galp.

"Através de parcerias entre as grandes empresas portuguesas e chinesas, as pequenas e médias empresas podem ter acesso a este mercado como fornecedores. É o que eu chamo o efeito canguru: grandes empresas abrem caminho a pequenas e médias empresas", esclareceu.

Referindo-se ao investimento chinês em Portugal na EDP, REN e ainda na Petrogal Brasil, Portas referiu tratar-se de “um facto não frequente na União Europeia e que mostra a diferença de Portugal: três grandes companhias chinesas conquistaram posições em grandes companhias portuguesas, num processo transparente e competitivo, em que ganhou quem apresentou a melhor proposta".

Mas o ministro de Estado aposta também no investimento português na China e a abertura demonstrada por aquele país em relação às exportações portuguesas daí que antes da participação no seminário Portas tenha assistido à assinatura de um acordo entre o produtor português de vinho Quinta da Alorna e um distribuidor chinês e de um protocolo de cooperação entre a Associação Industrial Portuguesa e o Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional.
Portas com Li KeqiangLogo após a presença no seminário, Paulo Portas dirigiu-se a Zhongnanhai, o Kremlin chinês, onde se encontrou com o "número dois" do Governo da China, o vice-primeiro-ministro executivo, Li Keqiang, de 57 anos, um dos nove membros do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, a cúpula do poder na China, que em março de 2013, quando o atual primeiro-ministro, Wen Jiabao, completar o segundo e último mandato deverá assumir a chefia do Governo.

No encontro entre as duas figuras de Estado, Li Keqiang mostrou-se agradado com os resultados do último Conselho Europeu assim como "os esforços do Governo português para reestruturar as finanças e promover o desenvolvimento económico" de Portugal.

"O último Conselho Europeu alcançou muitos consensos. É uma boa notícia e dá um sinal de confiança. Sendo a China um parceiro estratégico da Europa e o maior parceiro comercial da Europa, nós também ficamos contentes", disse Li Keqiang.

Paulo Portas ouviu ainda Li Keqiang enaltecer os esforços do Governo liderado por Passos Coelho que desde que tomou posse “esforçou-se por reestruturar as suas finanças e promover o desenvolvimento económico".

"Creio que isso terá resultados positivos. Gostaríamos muito que Portugal conseguisse superar as dificuldades e, com os outros países europeus, promover o contínuo desenvolvimento da Europa", acrescentou o vice chinês.Portugal mais longe do risco Após o encontro com o vice chinês, Paulo Portas ficou com a ideia de que os dirigentes chineses consideram que "Portugal está melhor do que há um ano".

"A China têm a perceção de que Portugal está mais longe do risco e mais perto de ultrapassar a crise. As autoridades chinesas fizeram questão de sublinhar o apreço e o reconhecimento do esforço de Portugal e dos portugueses para superar uma situação financeira difícil", disse Paulo Portas.

A par de Portugal também a Europa dá sinais de melhoria, algo que agradou igualmente aos dirigentes chineses já que, segundo Portas, após o último Conselho Europeu os governantes chineses ficaram "com a perceção que a Europa está melhor do que há um mês porque mostrou força e vontade de defender o euro".

"A Europa desta vez foi capaz de dar sinais suficientemente fortes em termos de união bancária e monetária e em termos de integração económica e política", disse Paulo Portas.

Recorde-se que Paulo Portas encontra-se na China desde sábado, na primeira visita de um ministro do atual Governo português, e já teve oportunidade de visitar a sede da China Three Gorges, empresa que comprou 21,35 por cento do capital da EDP por 2,7 mil milhões de euros, tornando-se o maior acionista da eléctrica portuguesa.

Para amanhã o destaque vai para o encontro entre Paulo Portas e o diretor do Departamento Internacional do PCC, Wang Jiarui, e com o ministro do Comércio, Chen Deming, partindo no dia seguinte para Hong Kong de onde seguirá para Macau, última etapa da visita.


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