PSD e CDS-PP requerem entrega imediata de quadros que estão em falta

| Economia

PSD e CDS-PP requereram hoje ao Governo a "entrega imediata" dos quadros das contas das administrações públicas na ótica da contabilidade pública relativas a 2016, que estão em falta na proposta de Orçamento entregue no parlamento.

"Os deputados dos grupos parlamentares do PSD e do CDS requerem que o Governo proceda à entrega imediata ao parlamento dos quadros das contas das administrações públicas na ótica da contabilidade pública relativas a 2016, com os valores estimados para o ano considerando a informação mais atualizada da execução já ocorrida e os impactos e efeitos previsíveis até ao final do ano", lê-se num requerimento entregue hoje no parlamento.

Numa interpelação à mesa no arranque da sessão desta tarde do plenário da Assembleia da República, o deputado do PSD Duarte Pacheco já tinha dado nota da falta desses quadros no relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2017, que deu entrada no parlamento na sexta-feira.

"É uma informação que é essencial para se saber qual o ponto de partida para a análise que se faz [do Orçamento]", disse Duarte Pacheco, recordando que todos os anos no relatório do Orçamento aparecem as estimativas da despesa e da receita desagregadas em contabilidade pública.

"Estranhamente este ano o Governo esqueceu-se de incluir esses quadros", exclamou Duarte Pacheco apelando a que a situação fosse resolvida o mais depressa possível, para que todos possam ter acesso aos mesmos dados.

Duarte Pacheco fez este apelo quando no hemiciclo já se encontrava o primeiro-ministro, que se deslocou esta tarde ao parlamento para participar num debate preparatório do Conselho Europeu.

No requerimento, posteriormente distribuído aos jornalistas, é referido que, "inexplicavelmente" e rompendo com a prática seguida até aqui, este ano o relatório do OE para 2017 não apresenta os dados estimativos e desagregados da execução orçamental.

Além disso, é ainda acrescentado, "não existe, como sempre existiu", um quadro relativo à evolução da receita fiscal líquida do Estado por impostos.

"Neste caso, o quadro simplesmente não existe. Assim, é impossível, designadamente, saber se as projeções detalhadas para os impostos têm alguma plausibilidade, pois o relatório do Orçamento é completamente opaco em relação ao ponto de partida", lê-se no requerimento.

No texto do requerimento é também salientado que "não sendo possível compreender a base ou ponto de partida para 2017 nos vários organismos e serviços públicos, torna-se inviável o escrutínio com o mínimo rigor das opções de políticas constantes da proposta de OE para 2017".

"O relatório do OE para 2017 tem uma lacuna grave de informação básica atualizada", é referido pelos deputados do PSD e do CDS-PP, que consideram que "sem estes elementos é impossível aferir a coerência e plausibilidade da proposta de OE para 2017".

A informação mais vista

+ Em Foco

Ao longo desta semana, há vozes com sotaque de Nações Unidas para ouvir na Antena 1 e no site da RTP. Testemunhos de estrangeiros em Portugal recolhidos a poucos dias de António Guterres assumir a liderança da ONU.

    Nasceu em 1951 e já foi um local com uma vida própria e entusiasmante nos arredores de Cascais. Ao longo dos anos, o Edifício Cruzeiro foi-se degradando. Agora terá nova vida.

      Um velho enigma pode estar explicado: por que continua a ilha de Santa Maria a erguer-se acima do nível do mar? Ricardo Ramalho resume para o site da RTP a investigação mais recente.

        Uma rubrica do site da RTP e do Jornal 2 dentro do contexto evocativo do centenário da Grande Guerra. Emitida todas as segundas-feiras.