REN compromete-se a manter dividendos de 16,9 cêntimos por ação até 2016

| Economia

A REN vai comprometer-se a manter um dividendo de 16,9 cêntimos por ação até 2016, o mesmo que pagou em 2012 relativamente às contas do ano passado, revelou hoje a empresa na apresentação do seu plano estratégico aos investidores.

Em documento enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Rui Cartaxo disse aos investidores que irá "manter o seu compromisso de uma remuneração estável do seu dividendo", recordando que esta estabilidade de crescimento do dividendo existe desde a Oferta Pública Inicial (IPO em inglês) de 2007.

A empresa portuguesa, em que o principal acionista é a chinesa State Grid com 25% do capital, logo seguida da Oman Oil com 15%, pagou 16,9 cêntimos por ação de dividendos relativos a 2011, com uma remuneração do dividendo (dividend yield) de 8,5%.

A REN refere que a "manutenção de um sólido perfil financeiro e a entrega dos objectivos financeiros do Plano Estratégico vai continuar a conduzir a um balanço sólido no período de 2012-2016" e que, neste contexto, a REN "pretende continuar a manter ou a aumentar ligeiramente o seu dividendo nominal por ação".

A REN anunciou hoje que vai investir 1,7 mil milhões de euros até 2016, dos quais mil milhões vão ser direcionados para Portugal.

A empresa liderada por Rui Cartaxo anunciou que a nível nacional irá investir a uma média de 200 milhões de euros por ano, embora com "flexibilidade para aumentar ou diminuir o investimento", sendo que no total apostará 800 milhões no setor da eletricidade e 200 milhões no gás.

A REN anunciou também que espera vir a ter uma presença internacional até 2016, particularmente na América Latina, na Europa, China e Extremo Oriente, atingindo os 500 milhões de euros de ativos.

A empresa portuguesa refere que existem já "algumas oportunidades de curto prazo" no Brasil, Chile, Peru e Colômbia e "potencial para explorar novas geografias" com os novos acionistas, os chineses da State Grid e os omanitas da Oman Oil, principalmente na Europa, China e no Extremo Oriente.

A REN estabelece também perspetivas a médio e longo prazo para Moçambique, Angola e outros países da África Austral, sendo que continua a "desenvolver serviços de consultoria e contactos continuados".

Tópicos:

Colômbia, Extremo Oriente, Oferta, Oman Oil, State Grid,

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