Se cadastro rural não estiver concluído até final do mandato será "um falhanço" - Daniel Campelo

| Economia

O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, admitiu hoje, no Porto, que se o Governo não conseguir concluir no seu mandato o cadastro da propriedade rústica será "um falhanço"

Considerando "inadmissível que não exista um cadastro de propriedade rústica", Campelo frisou que "se esta proposta não for desenvolvida nestes quatro anos será considerado um falhanço".

"É fundamental possuir um cadastro da propriedade pública. Um país que não conhece o seu território sente muito mais dificuldades em geri-lo e em atuar contra as adversidades", explicou ainda, à margem da sessão de abertura das Jornadas Nacionais das Serrações e Embalagens de Madeira.

O secretário de Estado considerou que "a criação de uma bolsa de terras, aprovada esta quinta-feira pelo Governo, para fins agrícolas, florestais e silvo pastoris, é a prova de que o Estado está a cumprir a tarefa de regularizar e criar mecanismos de apoio à preservação das florestas".

"O Governo está a cumprir o seu papel, mas isso não basta. Este diploma que foi aprovado incentiva à produção tanto na área agrícola, como na área florestal. Esta nova bolsa irá integrar terras do Estado e de particulares que estão sem uso agrícola e não têm dono conhecido", explicou.

Daniel Campelo garantiu que "esta é uma das medidas que também ajudarão a evitar os fogos, trabalhando as florestas. Mas mesmo assim, o Estado não consegue fazer nada sozinho e é necessário que se apele ao civismo e à responsabilidade de cada um".

"O bom tratamento das áreas florestais vai contribuir para que haja menos fogos. Mas para isso é necessário cultivar também o civismo de cada um. A floresta tem muitos inimigos, mas tem ainda mais amigos e são esses que têm que ajudar a lutar contra as adversidades", afirmou Daniel Campelo, que esclareceu ainda:" É preciso pensar no que acontece antes de aparecer o fogo, é nisso que temos que trabalhar. A maior parte das pessoas pensam que é mais fácil e barato abandonar as terras do que as gerir. Temos que inverter essa tendência. E isso vai contribuir para a diminuição dos fogos".

Relativamente ao combate aos fogos, Daniel Campelo é perentório: "Nós temos os meios, não temos é possibilidade de dizer que há mais dinheiro".

"A melhor forma de combater é evitar. É necessário tornar todos os agentes envolventes ativos no apoio à floresta. É esse o meu principal papel e é por isso que me debato todos os dias", afirmou ainda o secretário de Estado.

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