Trabalhadores da TAP podem vir a ser dispensados reconhece Pires de Lima

| Economia

Ministro Pires de Lima admite que trabalhadores poderão ser dispensados na TAP
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Pires de Lima admite que novos donos da TAP possam dispensar trabalhadores. O ministro da Economia congratulou-se ainda com o facto da dívida da TAP "que são mais de mil milhões de euros" ficar na TAP SGPS, ou seja, nas mãos dos compradores.

Em declarações à SIC Pires de Lima afirmou que vai ser possível dispensar trabalhadores da TAP, "como em qualquer empresa".

Questionado sobre a possibilidade de, por negociação individual, os trabalhadores serem convidados a deixar a transportadora, Pires de Lima reconheceu esta possibilidade.

"Por rescisões amigáveis podem ser dispensados em qualquer empresa", disse o responsável pela pasta da Economia.

Pires de Lima assegurou contudo que o Governo fez tudo para proteger os trabalhadores da TAP.

"Aquilo que estamos a fazer em termos de privatização é com o objetivo claro de permitir não só a viabilidade como o crescimento da empresa."

"E uma empresa pode garantir tanto mais emprego quanto mais sustentável, isto é rentável, e quanto mais crescimento tiver", acrescentou o ministro.

Pires de Lima afirma estar de consciência tranquila em todo o processo de privatização e lembrou as responsabilidades do Partido Socialista no caso.

Já na RTP o secretário de Estado dos Transportes, havia garantido que os direitos dos trabalhadores da transportadora aérea vão ser respeitados.
Já os trabalhadores como, por exemplo, os pilotos, poderão vir a reivindicar indemnizações.

O Governo deu por concluído na quinta-feira o processo de privatização da TAP, tendo escolhido a proposta apresentada pelo consórcio Gateway, do empresário luso brasileiro David Neeleman e do empresário português Humberto Pedrosa, da empresa de transportes Barraqueiro.

O consórcio vencedor ofereceu capitalização de 345 milhões de euros e garantiu a manutenção da sede da TAP em Portugal e a manutenção das rotas por 10 anos.

O Estado encaixa para já 10 milhões de euros. Oposição e sindicatos afirmam que a empresa foi vendida por uma "bagatela" e prometem contestar a privatização nos tribunais.

O PS já disse que irá rever todo o processo quando for Governo.

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