Ulrich defende eventual confisco de depósitos acima de 100 mil euros

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O presidente do BPI polemizou ontem contra todas as vozes que se têm oposto à eventualidade do confisco de depósitos bancários acima de 100 mil euros, tal como sucedeu em Chipre. Ulrich falava no contexto das declarações do comissário europeu Michel Barnier, que admitiu essa eventualidade para Portugal. O banqueiro considerou-a “uma boa notícia”.

Segundo Ulrich, o confisco dos depósitos acima desse montante educaria os depositantes a serem, no futuro, mais selectivos na escolha dos seus bancos e constituiria uma pressão a favor de melhorias na gestão dos bancos. O comissário europeu Michel Barnier admitira ontem a eventualidade da aplicação desse mecanismo ao caso português, respondendo a uma pergunta do eurodeputado do CDS, Nuno Melo.

O presidente do BPI apenas colocou reservas a um confisco mais generalizado de depósitos bancários, tal como inicialmente se pretendeu realizar em Chipre: "Temos condições de dizer que Chipre não vai acontecer aqui porque gerimos os bancos de modo a garantir que nunca haverá a necessidade de uma solução daquelas ser posta em prática",

Já a possibilidade de confiscar os depósitos acima dos 100 mil euros é, do ponto de vista de Ulrich, “uma boa notícia, ao contrário do que vejo muita gente a argumentar". Ainda segundo o banqueiro, esse confisco poderia ser decidido até final de Junho, no âmbito da resolução bancária que será proposta pela Comissão Europeia.

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BPI, Chipre, Ulrich, bancos, confisco,

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