Vendas da Corticeira Amorim ultrapassam pela primeira vez 300ME até junho

| Economia

As vendas semestrais da Corticeira Amorim ultrapassaram pela primeira vez os 300 milhões de euros, somando 309,2 milhões de euros até junho, enquanto o lucro cresceu 42,4%, para 26 milhões de euros, informou hoje a empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a corticeira de Mozelos (Santa Maria da Feira) atribui o aumento do resultado líquido ao "crescimento, a um ritmo razoável, da economia mundial" e destaca que para a subida de 7% das vendas "contribuiu a conjugação do crescimento orgânico com um efeito cambial favorável".

"De salientar o contributo das unidades de negócio `rolhas e aglomerados compósitos`, que registaram crescimentos de vendas de assinalar", lê-se no comunicado.

No semestre, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) aumentou 24,7%, para 54,3 milhões de euros, apesar do incremento nos custos operacionais resultante do aumento da atividade, enquanto o EBIT (resultado operacional) subiu 29,5%, para 40,3 milhões de euros.

Já os gastos financeiros recuaram mais de um milhão de euros, para 1,2 milhões, beneficiando da "quebra acentuada" da taxa de juro e da "contínua redução" do endividamento.

No final de junho, o total do balanço consolidado da Corticeira Amorim ascendia a 666 milhões de euros, enquanto o rácio de autonomia financeira se fixava nos 49%, uma melhoria de 1,6 pontos percentuais face ao ano anterior.

Numa análise por unidades de negócio, verifica-se que o segmento das `matérias-primas` manteve o ritmo de atividade do primeiro trimestre, fechando junho com vendas de 72,8 milhões de euros (+5,1%) e um EBITDA acumulado de 11,1 milhões de euros, 12,3% acima da primeira metade de 2014.

Segundo a empresa, "prossegue nesta unidade de negócio um largo conjunto de ações e investimentos destinados à melhoria operacional, dos quais se espera um retorno importante a partir do último trimestre de 2015".

Quanto às vendas da unidade de negócios de `rolhas`, aumentaram 10,1% face ao primeiro semestre de 2014, atingindo os 201,7 milhões de euros, com o "efeito cambial positivo" a justificar cerca de 5% deste aumento e o restante a ser "praticamente todo resultado de um efeito volume".

O EBITDA deste negócio atingiu os 32,2 milhões de euros, subindo mais de 30% face ao mesmo período de 2014, "em grande medida" devido ao efeito cambial, refere a empresa.

Já as vendas do semestre da unidade de `revestimentos` somaram 57,5 milhões de euros, uma quebra de 7,7% face ao mesmo período de 2014 na sequência das "dificuldades enfrentadas desde o verão de 2014" nos "mercados chave" da Rússia e EUA, enquanto o EBITDA caiu 7,7 milhões de euros, para 5,4 milhões de euros, afetado pela redução da atividade e por um efeito cambial desfavorável.

A unidade de `aglomerados compósitos` beneficiou do impulso de um "bom segundo trimestre" para atingir um crescimento de 15,7% das vendas, para 49 milhões de euros, acelerando face ao aumento de 12,5% do primeiro trimestre.

Embora uma "parte importante" deste crescimento resulte do efeito cambial, já que esta é a unidade de negócio mais exposta ao câmbio do dólar, a empresa realça que, "mesmo descontando este benefício", este segmento apresenta um crescimento orgânico de mais de 6%, "justificado na sua quase totalidade pelo efeito volume".

Até junho, o valor do EBITDA da unidade de `aglomerados compósitos` aumentou 66,6%, para 6,6 milhões de euros.

Quanto às vendas da unidade de `isolamentos`, baixaram 4,2% para cinco milhões de euros, embora em termos comparáveis (excluindo a venda de um produto semi-laborado para outras unidades de negócio ocorrida em 2014) tenham aumentado 8,3%, enquanto o EBITDA desceu 14,6% para os 800 mil euros, "impactado pelo registo de imparidades sobre clientes".

 

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