Via Navegável do Douro com 250 mil passageiros entre janeiro e julho

| Economia

A via navegável do Douro registou 250 mil passageiros nos primeiros sete meses deste ano, com subidas de 20% nos cruzeiros de um dia e 17% no segmento barco-hotel, soube-se hoje de fonte oficial.

É através do rio que grande parte dos turistas conhece o Douro vinhateiro. A via navegável foi inaugurada em toda a sua extensão em 1990. São 210 quilómetros, desde o Porto até Barca d`Alva.

Segundo dados fornecidos hoje à agência Lusa pela Delegação do Norte e Douro do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), entre janeiro e o final de julho, passaram pela via navegável 250 mil passageiros.

Na altura da Páscoa, a navegação no rio chegou a estar primeiro suspensa e depois limitada, por causa da subida do caudal do Douro, uma situação que se prolongou por cerca de um mês.

Em 2012, foram 450 mil os turistas que cruzaram este rio.

Em 2013 e até julho, verificou-se um aumento de 20 por cento nos cruzeiros de um dia, para os 71 mil, comparativamente com o mesmo período do ano passado.

No ano passado este segmento de viagens, que tem como principais clientes os portugueses, verificou um decréscimo global de 11% em relação a 2011.

Este ano constatou-se ainda um aumento de 17% de passageiros em barcos-hotel, ficando perto dos 20 mil. Para este acréscimo contribuiu também o facto de mais duas embarcações terem começado a operar no rio Douro.

A aumentar estão também os cruzeiros na mesma albufeira (viagens com duração variável, de meia e uma hora, e que se concentram nas zonas Porto/Gaia, Entre-os-Rios, Régua, Pinhão, Foz do Sabor e Pocinho).

Segundo o IPTM, os cruzeiros na mesma albufeira representam 59% da totalidade de passageiros, movimentando cerca de 160 mil passageiros este ano.

A navegação de recreio cresceu na ordem dos 2%, situando-se nos 2.100 passageiros até ao fim do mês de julho.

Por norma, os meses de agosto, setembro e outubro, são também meses bons para o turismo no Douro, até pelas vindimas que decorrem neste período, pelo que a perspetiva do IPTM é que, até ao final do ano, o número de passageiros ultrapasse o meio milhão.

A Associação Amigos Abeira Douro tem uma loja de venda de produtos de artesanato no cais de Peso da Régua, um dos movimentados do Douro.

Aqui entram, segundo o presidente Manuel Mota, muitos turistas e muitos deles à procura de informações sobre a região. "Funcionamos como uma espécie de posto de turismo", salientou.

O responsável conhece bem as dinâmicas do turismo por aqui e, segundo disse à Lusa, ao contrário do que tudo fazia prever, "este ano há mais turistas".

"As pessoas optaram por fazer férias em Portugal. Encontramos aqui famílias que já cá vêm há quatro anos", frisou.

Manuel Mota considera, no entanto, que neste Douro era precisa uma "maior coordenação entre todas as entidades, como as ligadas ao turismo ou aos comerciantes, para que "todos pudessem tirar mais partido".

"Os turistas chegam aqui mas pouco deixam cá", sublinhou.

Na avenida por cima do cais, a proprietária de um restaurante, Olga Ribeiro, corrobora. "Os barcos chegam mas os turistas não são trazidos para a cidade, são levados para quintas, hotéis. Eles são largados aqui e são tomados logo pelos autocarros. O meu negócio não ganha muito com a vinda dos turistas", sustentou.

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