UGT considera que o executivo tem "noção" do "prazo de validade"

| Eleições Legislativas 2015

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva considerou hoje que o Governo tem a "noção" do "prazo de validade" que vai ter pela frente, razão pela qual apostou numa "certa continuidade" da maioria dos ministros que o compõem.

"Há uma certa continuidade da maior parte dos seus elementos que também se pode traduzir por uma noção de que há um prazo de validade para que o Governo funcione", disse o dirigente sindical, em declarações à agência Lusa.

"Todo o país tem consciência de que o PS e os partidos à sua esquerda têm estado em negociações, já anunciaram publicamente a apresentação de moções de rejeição e, portanto, na discussão do programa de Governo que será a 09 ou 10 de novembro, haverá quase de certeza uma maioria parlamentar que irá chumbar o programa do Governo e, portanto, este Governo estará a prazo", acrescentou.

Carlos Silva, que falava à Lusa à margem da inauguração da nova sede da UGT em Portalegre, sublinhou, no entanto, que a UGT tem vindo a afirmar "por várias vezes" que não faz qualquer comentário quanto à composição do elenco governativo, acrescentando que o que "importa" são as políticas.

Pedro Passos Coelho foi hoje empossado primeiro-ministro do XX Governo Constitucional, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, durante uma cerimónia no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

Na cerimónia, o Presidente da República afirmou que o executivo de Pedro Passos Coelho tem plena legitimidade constitucional, reiterando que em 40 anos de democracia a responsabilidade de governar sempre coube a quem ganhou as eleições.

O secretário-geral da UGT considerou por sua vez que o discurso do Presidente da República resultou de uma "forma menos crispada", em relação ao último que tinha feito ao país, observando ainda que Cavaco Silva fez um discurso assente num conjunto de necessidades que considera (Presidente da República) importantes para Portugal.

"O senhor Presidente da República hoje, de uma forma menos crispada do que a última intervenção que teve perante o país, manteve a tónica num conjunto de necessidades, que ele entende que são necessidades para qualquer governo a quem ele dê posse, que garanta um conjunto de compromissos e estratégias, vamos aguardar para ver", disse.

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