Montijo apresentou Carta Arqueológica do Paleolítico ao Romano

A Carta Arqueológica do Concelho do Montijo, com informação sobre vestígios do período Paleolítico até ao Romano encontrados no município, foi apresentada hoje pela autarquia, no âmbito da Colecção Estudos Locais.

Os resultados da investigação realizada no Montijo nos últimos anos mostraram vestígios de ocupação humana desde a Pré-História.

O coordenador municipal das equipas responsáveis pelo levantamento cultural do Montijo, Luís Marques, disse hoje à agência Lusa que entre as mais importantes descobertas feitas nos últimos tempos estão os vestígios romanos encontrados na Herdade de Escatelar, na freguesia de Canha, sobretudo cerâmicos.

Já a pré-história, deixou marcas no Alto da Caneira, quinta da Lançada, Monte de São Julião e Atalaia.

Na freguesia de Atalaia foi descoberta uma estação arqueológica da pré-história recente, que será objecto de um estudo mais aprofundado para identificar com melhor precisão o período a que corresponde.

O trabalho de prospecção estendeu-se a todas as freguesias do concelho, tendo em algumas delas sido encontrado material avulso, que remete para a pré-história.

A Base Aérea do Montijo foi um dos locais explorados e capa da Carta Arqueológica mostra uma peça que foi recolhida naquele local: um biface (instrumento de corte), adiantou.

A Carta Arqueológica é apenas uma das vertentes do levantamento cultural do concelho, que a câmara lançou há cerca de cinco anos para conhecer o que foi o Montijo desde a pré-história ao século XX.

Criaram-se cinco equipas e estabeleceram-se vários protocolos com universidades para investigação em vários domínios do património:

rural, historico-artístico, náutico-piscatório, arqueológico e pré- industrial.

As peças encontradas estiveram em estudo no Museu Nacional de Arqueologia e vão integrar o núcleo de arqueologia do Museu Municipal, podendo vir a ser expostas noutras freguesias.

"Quase não sabíamos nada do que existia e do que foi esse passado nesta região", afirmou Luís Marques, acrescentando que o objectivo da Carta é fazer um retrato do Montijo desde a pré-história ao período romano.

Segundo este responsável, a conclusão da Carta não significa que tenha terminado o trabalho de estudo, a um nível mais aprofundado.

"Havia estações que já vinham referenciadas na bibliografia e fomos ao local confirmar, agora não quer dizer que não se faça um estudo mais detalhado, mais definido", explicou.


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