Julian Assange saiu em liberdade condicional
O fundador do WikiLeaks saiu da prisão em liberdade condicional depois de um tribunal de apelo de Londres ter rejeitado o pedido das autoridades suecas para suspender a libertação sob fiança. Julian Assange deixou a solitária da prisão de Wandsworth, onde se encontrava detido desde 7 de Dezembro.
O juiz Duncan Ouseley rejeitou o apelo de Estocolmo e confirmou a libertação de Assange mediante o pagamento de uma fiança, uso de pulseira electrónica e confinamento a uma casa onde deverá permanecer em prisão domiciliária. Rezam as más-línguas que se trata de uma mansão.
O juiz Ouseley não encontrou fundamento suficiente para o argumento de risco de fuga apresentado pelo Ministério Público britânico, que agiu em representação das autoridades suecas.
Julian Assange estava encarcerado desde o dia 7 de Dezembro, depois de se ter entregue voluntariamente às autoridades britânicas para que fosse cumprido um mandado internacional emitido por Estocolmo por alegados crimes de natureza sexual de que é acusado o fundador do WikiLeaks na Suécia.
As autoridades suecas pretendem a detenção e repatriamento de Assange para o questionar no âmbito do que afirmam ser as queixas de duas mulheres.
Assange dispôs-se a fazer um depoimento ou responder às questões da justiça sueca a partir de videoconferência ou presencialmente, com intermediação do sistema judicial britânico, mas Estocolmo não viu utilidade nesses cenários.
Para deixar a prisão Assange teve de entregar 236 mil euros de caução.
No entanto, uma nova razão foi hoje invocada perante a justiça britânica: a esquadra de polícia mais próxima da morada onde deverá permanecer Julian Assange vai estar fechada vários dias durante o período de Natal. Uma das condições que Assange deverá cumprir consiste em apresentações periódicas na esquadra em questão.
O criador do WikiLeaks, de acordo com a equipa que o está a defender em Inglaterra, foi submetido a um quase regime de isolamento, tendo passado grande parte do tempo de detenção numa solitária e sendo-lhe negado o acesso a meios de comunicação. Os direitos de visita foram reduzidos a uma pessoa por semana.
Julian Assange está a perturbar os governos de todo o mundo, em particular o dos Estados Unidos, depois de ter libertado 250 mil documentos secretos relativos a comunicações da rede diplomática de Washington por todo o planeta.
TAGS: Julian Assange, WikiLeaks,
- .Corrigir
- .Leia-me
- .Imprimir
- .Enviar
- .Partilhar
- .Aumentar
- .Diminuir