Candidato às presidenciais incita apoiantes de novo à violência no Congo
O opositor congolês Etienne Tshisekedi, candidato às presidenciais de 28 de novembro na República Democrática do Congo, apelou hoje aos militantes do seu partido a destruírem a prisão de Malaka para libertar companheiros e a "aterrorizarem" militares e polícias.
"Dou um ultimato de 48 horas ao governo de Kabila para libertar todos os nossos combatentes que estão presos em Mbuji Mayi, Lubumbashi e Kinshasa. Se não, peço à base em Kinshasa para se mobilizar e destruir a prisão de Makala, a fim de libertar pela força os nossos combatentes presos arbitrariamente", declarou, citado pela agência AFP, num encontro em Kisangani, que reuniu cerca de cinco mil pessoas.
O líder da União para a Democracia e o Progresso Social incitou ainda os militantes do partido a "aterrorizarem" polícias, militares e membros do Partido do Povo para a Reconstrução e a Democracia, no poder, caso sejam vítimas de "aborrecimentos inúteis", como disse.
"Mesmo que eles fujam, é necessário persegui-los", desafiou.
Etienne Tshisekedi já tinha instado à violência no domingo, numa entrevista telefónica, a partir da África do Sul, a uma televisão da oposição em Kinshasa e que, posteriormente, foi censurada pelas autoridades congolesas.
Na entrevista proclamava-se presidente da República Democrática do Congo.
Os incitamentos à violência de Tshisekedi já foram condenados pela ONU, União Europeia, Reino Unido, França e Bélgica.
Antigo primeiro-ministro e ministro do governo zairense de Mobutu, depois opositor ao ex-ditador, Etienne Tshisekedi, de 78 anos, é um dos 11 candidatos, juntamente com o atual presidente congolês, Joseph Kabila, às presidenciais da República Democrática do Congo de 28 de novembro.
Tshisekedi boicotou em 2006 as primeiras eleições gerais no país, alegando irregularidades.
TAGS:Democrática Congo, Etienne Tshisekedi, Mbuji Mayi Lubumbashi,
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