PCP anuncia moção de censura ao governo
Após o anúncio do PCP, foi marcada uma conferência de líderes extraordinária para fixar o dia em que a moção de censura vai ser levada a plenárioO secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, anunciou esta manhã no Parlamento que o seu partido vai apresentar uma moção de censura ao governo. A conferência de líderes extraordinária que se realizou no final do debate marcou o próximo dia 25 para a moção de censura ser levada a plenário.
“O PCP irá apresentar uma moção de censura”, afirmou Jerónimo de Sousa, esta manhã, durante o debate parlamentar quinzenal.
“É uma moção de censura ao pacto de agressão, de censura ao aumento da exploração, de censura ao empobrecimento e às injustiças sociais, de censura à política do governo, e ao governo que a executa, afunda o país, e conduz ao desastre”, acusou.
Jerónimo de Sousa prosseguiu afirmando que apresenta esta moção de censura “com a consciência de que a rutura com esta política surge cada vez mais como um imperativo nacional, com a convicção de que existe uma política alternativa patriótica e de Esquerda para Portugal e para os portugueses”.
Ao contrário do que é habitual nos debates parlamentares, o líder comunista trazia o discurso escrito num papel. Entretanto, o PCP marcou uma conferência de imprensa para as 15 horas, na qual pretende explicar os fundamentos da moção de censura.
Passos encara moção de censura com naturalidade
O primeiro-ministro respondeu ao secretário-geral do PCP admitindo que “a sua intervenção trouxe surpresa e novidade”, embora ressalvando que “o governo encara com muita naturalidade e tranquilidade a iniciativa de censura que anunciou”.
Passos Coelho recordou que “o PCP tem uma visão inteiramente diferente do caminho que estamos a seguir”, mas acrescentou que “o governo está muito tranquilo com o caminho que tem seguido, porque tem produzido efeitos que são úteis para Portugal”.
“Não combater o défice com medidas restritivas seria o mesmo que conduzir o país novamente à desgraça de há um ano atrás, quando não tinha meios suficientes para valer os seus compromissos”, argumentou.
TAGS: Assembleia da República, Pedro Passos Coelho, debate, Jerónimo de Sousa,
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