ONU pede segurança para regresso de observadores

O Conselho de Segurança exortou hoje o Governo da Síria e grupos rebeldes a garantirem as condições de segurança necessárias para que a missão de observadores da ONU e Liga Árabe (UNSMIS) volte a operar.

Depois de um "briefing" do responsável pela Missão de Supervisão da Síria (UNSMIS), o presidente em exercício do Conselho de Segurança, o embaixador chinês Li Baodong, sublinhou que a decisão de suspender a missão "será revista numa base diária" e que "o objetivo continua a ser o regresso a um funcionamento total".

Os membros do Conselho de Segurança exortaram assim "todas partes na Síria a garantirem a segurança" da missão, assegurando as "condições para levar a cabo a sua missão", cumprindo todos os pontos do plano de paz do enviado Kofi Annan, assim como as duas resoluções dos "15".

Mais de 14.400 pessoas morreram na Síria desde março de 2011, segundo o Observatório dos Direitos Humanos sírio.

Os 300 observadores da ONU chegaram em meados de abril à Síria para acompanhar o cessar-fogo aprovado pelo regime e pela oposição e parte de um plano delineado pelo emissário internacional, Kofi Annan, para acabar com a crise.

O general Robert Mood, justificou a decisão de suspender a missão com o "agravamento da violência".

Após o "briefing" de hoje, o responsável pelas operações de paz da ONU, Hervé Ladsous, sublinhou que o plano Annan continua a ser a referência, não havendo "uma solução B" e que prosseguem "iniciativas diplomáticas bilaterais e multilaterais" para encontrar uma solução para a crise Síria.

O mandato da UNSMIS termina a 20 de julho e é preciso "pensar nas várias opções de aí em diante", cabendo ao secretário-geral da ONU fazer propostas, adiantou Ladsous.

"Ou a situação muda, melhora dramaticamente do ponto vista da violência e permite que o mandato seja implementado, ou é preciso olhar para outras opções", disse.

No Conselho de Segurança, o general Mood relatou que o "sofrimento do povo sírio está a piorar".

As condições dos observadores são "muito difíceis", tendo sido alvejados diretamente com frequência nas últimas semanas.

"Revejo numa base diária [a decisão de suspender atividades], estou comprometido com a missão. Não vamos a lado nenhum", disse Mood.

As condições para um regresso da normalidade da missão, afirmou, são "uma redução significativa da violência", um "revitalizar do diálogo a nível local", a par de um compromisso do governo e oposição com a segurança e liberdade movimentos dos observadores".

"O Governo exprimiu isso claramente nos últimos dias, não vi o mesmo da oposição", adiantou o general norueguês.

TAGS:Supervisão, Síria,

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