"Colocar a AICEP nos Negócios Estrangeiros já está a dar frutos", afirma Passos Coelho
O primeiro-ministro considerou hoje, no final de uma viagem de seis dias à América do Sul, que a decisão de colocar a AICEP na tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros já está a dar frutos.
"Nós apostámos muito na diplomacia económica e creio que esta viagem mostrou que a aposta que fizemos em colocar a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) na coordenação dos Negócios Estrangeiros está já hoje a dar os seus frutos", declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, em Bogotá.
Segundo o primeiro-ministro, "isso é reconhecido pelos próprios empresários, que mostram uma grande satisfação pelo facto de terem agora apenas uma entidade a que se dirigir, que está integrada em toda a rede diplomática e na mesma tutela".
Nesta visita à América do Sul, que teve como principal objetivo reforçar as relações económicas de Portugal com o Peru e a Colômbia, Passos Coelho esteve acompanhado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e pelo presidente da AICEP, Pedro Reis.
Em Lima, no Peru, em Bogotá, na Colômbia, e também no Brasil, onde participou na conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável Rio+20, realizaram-se encontros com empresários, em que estiveram representadas dezenas de empresas portuguesas.
Questionado sobre a ausência do ministro da Economia nesta viagem, o primeiro-ministro defendeu que Álvaro Santos Pereira "está a fazer um trabalho muito importante para Portugal" e recusou que este esteja à margem da diplomacia económica.
"Há um trabalho conjunto muito importante entre a AICEP, os Negócios Estrangeiros e o Ministério da Economia. Portanto, não estamos de costas voltadas uns para os outros, estamos a trabalhar em conjunto", afirmou.
Ao longo desta visita, Passos Coelho apelou à entrada de capital estrangeiro em Portugal, que apresentou como um país que pode abrir portas para o mundo lusófono.
Por outro lado, apontou como fundamental o aumento das exportações e do investimento das empresas portuguesas em mercados fora da União Europeia, sobretudo no atual contexto económico nacional.
"O Peru e a Colômbia são dois países e dois mercados muito importantes para os investidores portugueses. Todos sabemos que, nesta fase, as exportações e o investimento realizado por empresas portuguesas em mercados em franco crescimento e que oferecem segurança e confiança podem ser determinantes para esta fase de recuperação económica do nosso país", disse.
Passos Coelho fez um balanço positivo deste seu primeiro périplo pela América Latina: "A verdade é que encontrámos, não apenas governos comprometidos com a abertura aos capitais portugueses e aos produtos e bens portugueses, como também os empresários portugueses manifestaram um interesse muito relevante em contactar com homólogos seus".
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