"Queirós e Manuel José aproveitaram-se": Paulo Bento

Queirós e Manuel José aproveitaram-se: Paulo Bento
legenda da imagemPaulo Bento com CR7
Reuters

Paulo Bento foi o entrevistado desta noite da Grande Entrevista da RTP onde fez o balanço da equipa das Quinas no Euro2012 na qual foi eliminado nas «meias» pela Espanha. Enfatizou nas criticas que lhe fizeram antes do Europeu referindo que: "a opinião é livre mas tem de ser responsável". A entrevista iniciou-se pelos critérios de escolha dos jogadores para a marcação de grandes penalidades, no final do prolongamento.

O selecionador referiu que foi uma escolha lógica: "Cristiano está habituado a marcar penalidades, já passou por muitas situações e pediu para ser o último. Este ano pelo Real já falhou sendo o primeiro, pelo Manchester já o fez em quarto e aqui até pelo conhecimento do Iker Casillas escolhemos ser aquela posição. Confusão só uma: O Bruno Alves pensou que seria ele o terceiro e não o quarto."

Se hoje fazia diferente do que fez, Paulo Bento respondeu que : "Essa é uma questão complicada. Eu consigo meter-me na posição do jornalista; mas raramente consigo ver um jornalista na 'pele' de selecionador"

Sobre o rendimento da Seleção Nacional e de Cristiano Ronaldo, O seleccionador diz que a equipa esteve "extraordinária": "Não podemos pretender que Ronaldo resolva tudo. É um dos melhores do Mundo e será considerado o melhor no final do ano - e não precisava do Euro para sê-lo -, mas é um ser humano, com uma pressão enorme em cima. Tínhamos de criar condições para poder ganhar quando ele tivesse dias menos bons, como acontece a qualquer um. Com a Dinamarca Ronaldo não esteve mal, teve duas situações onde poderia ter faturado e ficou marcado por isso. Parece-me demasiado penalizador analisar o desempenho pelos dois golos falhados".

Sobre como motivar os jogadores que sabe à partida que jogarão menos Paulo Bento refere que: “A motivação está logo na convocatória. Não havia nenhum jogador que tivesse garantia de jogar todos os minutos, embora uns soubessem que iriam jogar mais. Sentimos que o tempo de recuperação – curto - era suficiente para que a equipa iniciasse o jogo com o mesmo onze. Não se pode estar sempre a dizer ao jogador por que não joga”

Paulo Bento relatou o pela primeira vez o incidente entre Quaresma e Miguel Lopes: “Esses incidentes devem ser evitados em qualquer situação, mas sempre aconteceram e vão continuar a acontecer. Foi ultrapassado depois do treino, com uma conversa com os dois”.

Sobre os críticos, o selecionador falou que estiveram mal, ate porque não conheciam os factos: " Manuel José e Carlos Queirós aproveitaram-se do momento e tiveram um comportamento pouco meritório para dois ex-selecionadores. Eles não conheciam os factos e não poderiam falar assim. Fomos à Fundação Champalimaud e fomos criticados por isso, mas o que encontramos na Fundação é muito mais importante que um um Euro ou um Mundial. Se Manuel disse que as criticas eram com boas intenções? Imagino se fosse com más."

Paulo Bento ainda em relação às criticas diz: "A opnião é livre mas tem de ser responsavel".

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