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Tribunal de Pequim rejeita recurso de Ai Weiwei contra multa por alegada evasão fiscal

Um tribunal de Pequim rejeitou hoje um recurso do artista e dissidente chinês Ai Weiwei contra uma multa de 15 milhões de yuan (1,7 milhões de euro) por alegada evasão fiscal, anunciou a sua defesa.

Ai Weiwei, que esteve detido três meses no ano passado, não foi autorizado a assistir à audiência do tribunal de Chaoyang.

"Hoje estou novamente confinado à minha casa. As autoridades não me autorizam a ir ao tribunal", anunciou o artista de 54 anos numa mensagem divulgada no Twitter.

"A administração não aceitou nenhum dos nossos argumentos", explicou o advogado de Ai Weiwei, Pu Zhiqiang, referindo-se ao recurso apresentado em relação à ordem das autoridades chinesas para a devolução de impostos num total de 15 milhões de yuan (1,7 milhões de euros) imposta à Fake Cultural Development Ltd, empresa criada pelo artista, mas registada no nome da sua mulher.

"Estou muito desiludido", disse Ai Weiwei aos jornalistas que se encontravam no exterior do seu estúdio em Pequim, considerando que a China "voltou a provar ao mundo que a lei e a Justiça não existem neste país".

O artista alega que este caso faz parte de uma campanha de intimidação para travar as suas críticas contra o Governo chinês.

Vários agentes da polícia encontravam-se hoje tanto no exterior do tribunal, como do atelier de Ai Weiwei, bloqueando ruas e forçando jornalistas e diplomatas a abandonarem a área.

A defesa vai voltar a recorrer desta decisão nos 15 dias legais que tem para o efeito, informou o artista.

TAGS:Fake,

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