ONG denuncia envio de artista para campo de reeducação por homenagear vítimas de Tiananmen

A organização não governamental Chinese Human Rights Defenders denunciou hoje o envio do artista chinês Hua Yong para um campo de reeducação por ter realizado, em junho, em Pequim uma homenagem às vítimas do massacre de Tiananmen.

A 04 de junho, Hua fez um corte num dos seus dedos numa rua em Pequim perto da praça de Tiananmen e com o seu sangue pintou os números 6 e 4, utilizados pelos chineses para se referirem ao massacre de Tiananmen, que continua a ser tabu na China mais de 20 anos depois, por este ter ocorrido no quarto dia do sexto mês do ano (04 de junho de 1989).

O artista foi detido no dia seguinte sob a acusação de "causar distúrbios", foi levado para um centro de detenção e condenado a "reeducação através do trabalho", castigo aplicado com frequência na China a presos de consciência que não necessita de sentença judicial.

O advogado de Hua, Liang Xiaojun, informou a Chinese Human Rights Defenders da decisão das autoridades e garantiu que a polícia o pressionou a não falar demasiado com o seu cliente, alegando que o caso "afetava a segurança do Estado" e poderia ter sido "instigado por forças estrangeiras".

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