Cimpor anuncia início do processo na fábrica de Souselas

A Cimpor anunciou hoje que a co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) arrancou na fábrica de cimento de Souselas, em Coimbra, depois de "verificadas todas as condições para o seu licenciamento".

O director de comunicação da Cimpor, Raul Caldeira, confirmou esta tarde à agência Lusa o início do processo de valorização dos RIP no Centro de Produção de Souselas.

Sem revelar a data do início do processo, Raul Caldeira remeteu o essencial da informação do grupo sobre o assunto para um comunicado publicado hoje, às 17:26, no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"Depois de verificadas todas as condições necessárias ao seu licenciamento, a fábrica da Cimpor, em Souselas, iniciou o processo de valorização dos Resíduos Industriais Perigosos", refere a nota.

O conselho de administração do grupo Cimentos de Portugal afirma que "os RIP utilizados actualmente são resultantes do processamento de resíduos de hidrocarbonetos provenientes de vários sectores industriais".

Assegurando que "todas as emissões são rigorosamente monitorizadas", explica que "o processo de preparação é realizado em empresas licenciadas de gestão de resíduos, ao abrigo de licenças ambientais existentes".

A Cimpor adianta que os resíduos a queimar em Souselas passarão a ser preparados nos centros integrados de valorização dos RIP, os denominados CIRVER, "logo que estes estejam operacionais".

"Os hidrocarbonetos e substâncias afins, depois de preparados para a valorização energética, constituem um produto muito próximo dos combustíveis habitualmente utilizados na operação normal dos fornos da indústria cimenteira", refere.

Na sua edição on-line, o jornal Campeão das Províncias, de Coimbra, afirmava também ao início da tarde, ainda sem a confirmação da empresa, que a cimenteira de Souselas "parece ter reunido as condições para dar início aos testes da co-incineração de resíduos industriais perigosos".

O semanário recorda que os testes "tornaram-se possíveis, recentemente, ao abrigo de um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, no âmbito de uma providência cautelar, cujo teor dispensou, por ora, a realização de novo estudo de impacte ambiental, reclamado pela Câmara Municipal de Coimbra".


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