Recessão em Espanha agrava-se mais do que o previsto

Recessão em Espanha agrava-se mais do que o previsto
legenda da imagemOs últimos números do instituto espanhol de estatística indicam que a economia do país se está a contrair a um ritmo mais acelerado do que o que tinha sido previsto pelo Governo de Mariano Rajoy
Javier Lizon, EPA

O Produto Interno Bruto da Espanha desceu 0,4 por cento no segundo trimestre de 2012, depois de já ter caído 0,3 por cento no primeiro trimestre do ano. Em termos homólogos, a quebra do PIB do país vizinho é estimada em 1,3 por cento, face à previsão de um por cento que tinha sido feita anteriormente. Num comunicado, o Instituto Nacional de Estatística espanhol admite que estes números piores do que o previsto se devem à quebra do consumo das famílias e da despesa pública - um resultado do estrito programa de austeridade em que Espanha está envolvida.

Os números definitivos publicados esta terça-feira pelo Instituto de Estatística confirmam assim as previsões que já tinham sido feitas pelo Banco de Espanha, com base nas estimativas de julho.

O INE espanhol também reviu em baixa os números do crescimento de 2011, que foi apenas de 0,4 por cento e não 0,7 por cento, como tinha sido anunciado, e revelou também que o recuo do PIB em 2010 tinha sido mais pronunciado do que o previsto (-0,3 por cento em vez de -0,1 por cento).
Exportações evitaram quebra mais pronuciada
Com o consumo interno em queda, a única notícia positiva vem do bom comportamento das exportações espanholas que evitou uma queda do PIB ainda mais pronunciada.

Segundo os números corrigidos, verifica-se que a Espanha voltou a entrar em recessão técnica no último trimestre de 2011, com um recuo do PIB de 0,5 por cento e não no primeiro trimestre de 2012, como tinha sido anunciado. O país apenas tinha saído da sua anterior recessão no início de 2010. Perspetivas sombrias
Em termos de taxa intertrimestral, o PIB espanhol já acumula quatro trimestres de crescimento negativo, enquanto que em termos homólogos soma dois trimestres de retrocessos.

As perspetivas futuras também não são melhores, com o Governo de Madrid a prever que o PIB se contraia 1,5 por cento em 2012 e 0,5 por cento em 2013.

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