Número de desempregados em Portugal aproxima-se do milhão

Número de desempregados em Portugal aproxima-se do milhão
Luís Forra, Lusa

São já mais de 920 mil os desempregados em Portugal. A taxa de desemprego estimada pelo Instituto Nacional de Estatística para o quarto trimestre de 2012, conhecida esta quarta-feira, subiu para os 16,9 por cento, face aos 15,8 por cento dos três meses anteriores. Em termos homólogos (no mesmo período de 2011), verifica-se um acréscimo de 19,7 por cento, com mais 152,2 mil pessoas inscritas nos centros de emprego.

A fasquia atingida representa uma meta histórica. Números exatos, a 31 de dezembro último estavam inscritos 923,2 mil desempregados, num acréscimo trimestral de 52,3 mil pessoas (mais seis por cento).Em 2008, no início da crise internacional, Portugal tinha uma taxa de desemprego de 7,3 por cento, o que se traduzia em 409.000 pessoas sem trabalho.

Esta atualização trimestral representa uma subida de 1,1 pontos percentuais face aos valores do período que terminou em setembro de 2012 e de 2,9 pontos em termos homólogos (dezembro de 2011).

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, foram as mulheres as mais afetadas pelo aumento do desemprego, mormente aquelas que estão na faixa etária dos 25 aos 44 anos.
Desemprego entre os homens nos 16,8% e nas mulheres 17,1%. Ambos a crescer trimestralmente (2,9 e 3,0 pontos).
Igualmente tocadas foram as pessoas com escolaridade ao nível do ensino básico, à procura de um novo emprego (com origem no setor da indústria, construção, energia e água) e à procura de emprego há 12 ou mais meses.
Mais de 200 mil postos de trabalho perdidos
Em situação de emprego encontram-se 4.531.800 pessoas. Este valor representa em si uma diminuição homóloga de 4,3 por cento (menos 203.600 pessoas face a 2011) e trimestral de 2,7 por cento (menos 124.000).

Para a média anual de 2012, o INE calculou uma taxa de desemprego de 15,7 por cento, num acréscimo de 2,9 pontos percentuais em relação a 2011 - a população desempregada estava nas 860.100 pessoas, tendo aumentado 21,8 por cento em relação ao ano anterior (mais 154 mil).

Já em 2001 se verificara a degradação dos postos de trabalho, com uma perda homóloga (relação com 2010) semelhante à agora divulgada: um decréscimo anual de 4,2 por cento para a eliminação de 202.300.
As contas do costume
Em Maio do ano passado, quando o INE avançou com 14,9 por cento de desemprego, foram colocadas em cima da mesa outras possibilidades de cálculo que já nessa altura atiravam a taxa para os 17,9 por cento, num cenário suave, ou 21,5 por cento na realidade mais crua.

Para chegar a essas somas que em termos absolutos ultrapassavam o milhão de pessoas sem emprego em meados de 2012, houve que colocar nas estatísticas do INE aqueles que estavam em situação de subemprego, os inativos disponíveis (apesar de disponíveis para trabalhar não procuraram ativamente emprego) e os desencorajados (disponíveis mas não procuraram ativamente emprego por não acharem valer a pena).

Somados 202.100 inativos disponíveis e 203 mil portugueses em situação de subemprego visível à parcela dos 819.300 desempregados “oficiais”, chegávamos já em Maio de 2012 a um desemprego “real” 1.224.400 pessoas. Eram números que davam conta de realidades diversas para o primeiro trimestre de 2012.

TAGS:2012, Desempregados, Desemprego, INE, Instituto Nacional de Estatística, Quarto trimestre, Taxa,

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