Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

Debate quinzenal marcado pela "Grândola Vila Morena" e pelo recorde do desemprego

O debate parlamentar quinzenal desta manhã ficou marcado pelo momento em que um grupo de pessoas cantou a música de abril “Grândola Vila Morena” na galeria central da Assembleia da República. No Hemiciclo, todos os partidos destacaram os números recorde do desemprego.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi interrompido pela canção de abril. “De todas as formas de como uma sessão possa ser interrompida esta parece significativamente a de mais bom gosto”, afirmou no final.

Passos Coelho foi confrontado neste debate com várias perguntas do secretário-geral do PS, António José Seguro: “O que é que o senhor está a fazer aí? O que é que o senhor está a fazer no governo perante uma quebra das exportações, um novo recorde do desemprego, uma quebra abrupta na economia como não havia desde 1975? Qual é a sua resposta?”.

O chefe do governo respondeu apontando a “responsabilidade do PS na situação que o país vive”. “O que estou a fazer à frente deste governo é reparar a maior tragédia que aconteceu em Portugal ao longo dos últimos dez anos”, sublinhou.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que há apenas uma medida a tomar perante a crise, que é “a demissão deste governo, pondo final a esta política”.

O coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo destacou a interrupção dos trabalhos pela “Grândola Vila Morena”, classificando-a como uma “lufada de ar fresco”. “Bem precisados estamos desse 25 de abril”, apontou.

(com Sandra Henriques)

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