Foto: Lusa

João Goulão regista dados mais elevados sobre consumo de cocaína do que obtidos por outras vias

O diretor do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), João Goulão, admite que os dados da presença de cocaína nas águas residuais de Lisboa indicam números superiores aos que eram conhecidos até agora por outras vias.

Em declarações à Antena1, João Goulão regista a “prevalência de consumos francamente superior à que obtemos por outras vias na população em geral”, mas frisa que não conhece os valores de referência que são usados no estudo da Faculdade de Farmácia de Lisboa.

O responsável lembra que a técnica usada ainda está em desenvolvimento, embora reconheça a competência do coordenador da equipa universitária, o especialista em toxicologia forense Álvaro Lopes.

O Jornal de Notícias avançou esta manhã que o estudo inédito em Portugal detetou uma presença de cocaína nas águas residuais da capital que mostra um elevado consumo desta droga em Lisboa, mais concretamente uma dose diária de 0,1 grama por 50 pessoas.

As colheitas foram feitas à entrada da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, a qual recebe fezes e urina provenientes dos bares mais frequentados da capital.

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