Antonio Tajani lidera votação no Parlamento Europeu

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O italiano Antonio Tajani, candidato do PPE à presidência do Parlamento Europeu.
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Na primeira votação para eleger o novo Presidente do Parlamento Europeu, o ex-comissário italiano Antonio Tajani, candidato do Partido Popular Europeu (direita/centro-direita), obteve o maior número de votos - 274. Em segundo - com 183 votos - ficou o seu compatriota Gianni Pittella, candidato dos sociais-democratas.

Depois de nenhum dos seis candidatos ter obtido a maioria absoluta de votos (342) necessária para vencer a primeira volta, tornou-se necessário passar a uma segunda votação.

Tajani voltou a vencer, com 287 votos (+13), seguindo-se Pittella com 200 (+17), Helga Stevens (ECR, BE) com 66 (-11), Jean Lambert (Verdes/ALE, UK) com 51 (-5), Laurentiu Rebega (ENF, RO) com 45 (+2) e Eleonora Forenza (CEUE/EVN) com 42 votos (-8).

Apenas duas vezes, em 1987 e em 2002, foi realizada uma terceira volta para a eleição do presidente do Parlamento Europeu, refere o site do Parlamento Europeu.

Se nenhuma maioria absoluta ocorrer após três rondas eleitorais, uma quarta votação será organizada entre os dois candidatos mais votados.

Teoricamente, a cada votação podem entrar novos candidatos e outros retirarem-se. Na segunda votação participam seis nomes, depois da surpreendente desistência do liberal Guy Verhofstadt, ex-primeiro ministro da Bélgica, a favor do candidato do PPE, logo na primeira volta.


Martin Schulz, o actual presidente, recusou igualmente recandidatar-se ao cargo, ao fim de cindo anos à frente do PE, para se dedicar à política no seu país.

"Tentamos no Parlamento Europeu organizar uma maioria construtiva pró-europeia, pois não se trata aqui de confrontos pessoais mas de encontrar soluções", afirmou o líder do PPE, Manfred Webber, sobre a aliança com os liberais.

"Este acordo não exclui ninguém. Convidamos todos a juntar-se a nós", acrescentou, fazendo apelo aos sociais-democratas.Antonio Tajani é membro fundador da Forza Italia e ex-porta-voz de Silvio Berlusconi. Gianni Pittella  formou-se em medicina e é deputado europeu há 20 anos. Um dos seus maiores obstáculos ao cargo é um difícil domínio da língua inglesa.

Apoiado pela esquerda europeia, Pittella já disse que recusa a "grande coligação" direita-esquerda que o presidente em exercício, o alemão Martin Schulz, tentou organizar durante o seu mandato.

A direita europeia domina já a Comissão Europeia, através do luxemburguês Jean-Claude Juncker, e o Conselho Europeu com o polaco Donald Tusk.

Em caso de vitória da direita no Parlamento Europeu, os sociais-democratas poderão reivindicar a presidência do Conselho Europeu. O mandato corrente de Tusk termina em meados de 2017.

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