Catalães esperam que consulta sem vínculo favoreça negociações

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Artur Mas segura no seu boletim de voto antes de o introduzir na urna
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A consulta popular sobre o futuro da Catalunha arrancou às 9h00 deste domingo (8h00 em Lisboa) com a abertura das mesas de voto. Sem carácter vinculativo - e contra os avisos de Madrid e decisões do Tribunal Constitucional -, os catalães esperam que o resultado sirva, pelo menos, para que haja negociações.

Cerca de 5,4 milhões de catalães, maiores de 16 anos, são chamados este domingo a responder a duas questões no boletim de voto: "Quer que a Catalunha seja um Estado? Se sim, quer que este Estado seja independente?".

O presidente da Generalitat votou pouco depois das 11h30, na escola Pia Balmes. "Não é a votação definitiva, mas é muito importante", declarou Artur Mas, depois de depositar o seu voto na urna.

"Apesar das enormes dificuldades e impedimentos, finalmente as pessoas puderam sair à rua para o 9N [9 de novembro] e depositar numa urna aquilo que elas creem que deve ser o futuro político" da Catalunha, acrescentou.
Normalidade
A jornada do 9N, que tem no terreno o apoio de 40 mil voluntários, iniciou-se com normalidade. Às 9h00, 1.317 espaços abriram as portas com 6.695 mesas de voto, de acordo com informações da Generalitat, citadas pelo diário El País.

Catalães esperam para votar. (Foto: Guastau Nacarino, Reuters)

Ao princípio da manhã, em Girona, os voluntários tiveram de atuar. Um grupo de seis a oito encapuzados tentou quebrar uma urna e partiu copos e pratos.
Carme Forcadell, presidente de uma associação a favor da consulta, disse que estarem abertas as urnas "já é um êxito".


Em L’Hospitalet de Llobregat, um outro instituto não abriu as portas para a votação porque a diretora da entidade se negou a dar as chaves do centro aos voluntários da consulta popular.
Denúncia contra Mas
Já se faziam as escolhas dos catalães e os depósitos nas urnas quando o UPyD apresentou uma denúncia contra o presidente Artur Mas e os vereadores da Educação e do Interior, Irene Rigau e Ramon Espadaler, respetivamente.

O partido está contra o "processo participativo", como se lê na tomada de posição citada por El País, e pediu às autoridades que o paralisem e detenham os seus autores.

A denúncia solicitava a atuação das forças de segurança no sentido de encerrar os edifícios públicos que albergam as urnas desta consulta popular. A organização partidária liderada por Rosa Díez pediu ainda o confisco de material e a detenção dos voluntários que se oponham à atuação dos responsáveis.

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