Chipre recusa condições de resgate da troika

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O presidente cipriota, Demetris Christofias, foi extremamente categórico ao recusar as condições colocadas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional para a concessão da ajuda internacional: "Está fora de questão eu assinar um memorando [com tais condições]".

As condições a que se referia Christofias eram o fim da indexação dos salários à inflação e a privatização de organismos públicos. Segundo citação da Agência France Presse, Christofias afirmou também: "O objectivo de uma tal medida é de favorecer o capital privado, não se pode fazê-lo".

Falando à televisão pública grega, Net, o presidente cipriota acrescentou ainda, referindo-se ao caso da Grécia, que "este método neo-liberal fracassou (...) ele cria um círculo vicioso".

Christofios sublinhou contudo que a sua recusa das condições internacionais não constituía uma recusa do diálogo: "Não lhes dizemos apenas que não, nós fazemos-lhes contrapropostas, que estamos em vias de concluir".

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