Chipre recusa condições de resgate da troika

| Mundo

|

O presidente cipriota, Demetris Christofias, foi extremamente categórico ao recusar as condições colocadas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional para a concessão da ajuda internacional: "Está fora de questão eu assinar um memorando [com tais condições]".

As condições a que se referia Christofias eram o fim da indexação dos salários à inflação e a privatização de organismos públicos. Segundo citação da Agência France Presse, Christofias afirmou também: "O objectivo de uma tal medida é de favorecer o capital privado, não se pode fazê-lo".

Falando à televisão pública grega, Net, o presidente cipriota acrescentou ainda, referindo-se ao caso da Grécia, que "este método neo-liberal fracassou (...) ele cria um círculo vicioso".

Christofios sublinhou contudo que a sua recusa das condições internacionais não constituía uma recusa do diálogo: "Não lhes dizemos apenas que não, nós fazemos-lhes contrapropostas, que estamos em vias de concluir".

A informação mais vista

+ Em Foco

Em 9 de abril de 1918, a ofensiva alemã varre a resistência portuguesa. O dossier que se segue lança um olhar sobre o antes, o durante e o depois.

    Quase seis décadas depois, a Presidência de Cuba deixou de estar nas mãos de um membro do clã Castro.

    Porto Santo tem em curso um projeto para se transformar na primeira ilha do planeta livre de combustíveis fósseis.

    Uma caricatura do mundo em que vivemos.