CPLP assume desacordo com Comunidade da África Ocidental sobre a Guiné-Bissau

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O presidente do conselho de ministros da CPLP, o angolano Georges Chicoti, disse hoje em Lisboa que a organização lusófona não alinha com a posição da Comunidade da África Ocidental sobre a crise na Guiné-Bissau.

"Não alinhamos nessa posição, porque ela fere alguns pontos principais ou fundamentais", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola, que detém a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a propósito da posição definida na quinta-feira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de aceitar a escolha no parlamento do Presidente guineense para um período de transição de um ano.

"Não é a nossa solução", insistiu Georges Chicoti, no final de uma reunião dos chefes da diplomacia da CPLP em Lisboa, porque "não reúne os consensos até aqui estabelecidos".

"A CEDEAO no seu comunicado de 17 de abril reitera o princípio da tolerância zero contra o golpe de estado (realizado na Guiné-Bissau a 12 de abril). Cremos que esses princípios, para nós ao nível da CPLP, continuam a ser válidos", afirmou o ministro angolano.

"Reconhecemos que houve a libertação do Presidente interino e do primeiro-ministro, mas essas entidades devem ter a sua liberdade", disse ainda Chicoti, acerca da situação de Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior, que foram detidos e depois libertados pelos militares golpistas mas que permanecem fora do país.

Na quinta-feira, em Dacar, Senegal, a CEDEAO, que antes tinha exigido o regresso à Presidência da República de Raimundo Pereira, preso pelos militares a 12 de abril e posto em liberdade na semana passada, mudou de discurso e aceita que o Presidente de um período de transição seja escolhido pela Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau.

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Dacar Senegal, Guiné Bissau, Ocidental, Popular ANP, Raimundo,

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