CPLP manifesta consternação pela morte do político guineense

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O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), embaixador Murade Murargy, manifestou hoje a sua consternação pela morte do ex-presidente de transição da Guiné-Bissau Henrique Rosa.

"Foi com imensa consternação que recebi a infausta notícia do falecimento de Henrique Rosa, Presidente Interino da República de Guiné-Bissau entre 2003 e 2005 e reputado empresário", referiu Murargy, numa nota enviada à imprensa.

O ex-presidente de transição da Guiné-Bissau Henrique Rosa morreu hoje aos 66 anos, depois de vários meses internado no hospital de São João, no Porto.

"Trata-se de uma grande perda para a Guiné-Bissau e, também, para o mundo da Língua Portuguesa que assim se vê órfão de um dos defensores da democracia, do Estado de Direito e da CPLP", declarou o secretário executivo.

"Queremos, por isso, exprimir os sentimentos de pesar e de solidariedade para com a dor da família do Presidente Henrique Rosa por tão inestimável perda", sublinhou ainda o embaixador.

Nascido em Bafatá, leste da Guiné-Bissau, a 18 de janeiro de 1946, Henrique Rosa, empresário e conhecido pelo seu fervoroso catolicismo, entrou para a política ativa em 2003 como Presidente de transição da Guiné-Bissau, depois de o presidente eleito, Kumba Ialá, ter sido derrubado num golpe militar.

Henrique Rosa conduziu o país até às eleições presidenciais de julho de 2005, tendo entregado o poder ao posteriormente assassinado João Bernardo "Nino" Vieira.

Candidatou-se às presidências antecipadas de 2009 e voltou a concorrer em 2012, escrutínio do qual só se realizou a primeira volta devido a mais um golpe de Estado, a 12 de abril do ano passado.

Há vários meses em tratamento em Portugal, Henrique Rosa acabaria por morrer hoje de madrugada no Hospital de São João no Porto.

O corpo do antigo dirigente guineense deverá chegar no fim de semana à capital da Guiné-Bissau para as cerimónias fúnebres.

 

 

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