Direitos humanos e liberdade de expressão com situação alarmante em Cuba

| Mundo

A situação dos direitos humanos e da liberdade de expressão em Cuba é "alarmante", dada a perseguição sofrida por ativistas, defenderam hoje membros da Comissão Inter-Americana para os Direitos Humanos, numa audiência no Panamá.

As posições foram transmitidas durante uma audiência da comissão, um órgão autónomo da Organização dos Estados Americanos, à qual Cuba não enviou nenhum representante.

A situação em Cuba é "extremamente preocupante, alarmante", disse um juiz colombiano, Enrique Gil, um dos sete membros do painel.

Outro elemento, o mexicano José de Jesus Orozco, classificou como "graves" as condições dos ativistas na ilha liderada pelo comunista Raúl Castro.

Dissidentes cubanos denunciaram violações de direitos e represálias contra ativistas e jornalistas.

Alguns afirmaram que a repressão aumentou depois da visita do Presidente norte-americano, Barack Obama, em março, após a retoma das relações diplomáticas com Cuba, interrompidas há mais de 60 anos.

"A principal denúncia diz respeito à detenção arbitrária de jornalistas, ativistas e dissidentes em Cuba, que continuam a ser reprimidos e presos por tentarem exercer liberdade de expressão e opinião", disse o diretor do grupo `Hablemos Press, Roberto de Jesus Guerra.

Os representantes destas e de outras organizações cubanas apelaram à Comissão Inter-Americana para os Direitos Humanos para que visite Cuba para analisar as condições da liberdade de expressão.

"Já não há uma repressão de larga escala com detenções longas. A repressão mudou, com detenções arbitrárias por períodos curtos, intimidação e perseguição", relatou o diretor do Comité Cubano para a Proteção de Jornalistas, Carlos Lauria.

Tópicos:

Cuba, Jesus, Raúl,

A informação mais vista

+ Em Foco

João Viera Lopes da Confederação de Comercio e Serviços de Portugal (CCP) explica e garante que não há nenhuma medida alternativa equivalente à redução da TSU.

É uma esquerda em cacos aquela que se prepara para escolher um candidato ao Eliseu. Há sete pretendentes à vaga. Valls, Montebourg e Hamon aparecem como favoritos.

    Milhões de pessoas, por todo o mundo. No dia seguinte à tomada de posse multiplicaram-se as manifestações contra Donald Trump. Os protestos aconteceram em pelo menos 60 países.

      O primeiro registo de imagem de uma posse presidencial na América é de março de 1857, quando James Buchanan se tornou o 15.º Presidente.