Estátua de Estaline vai regressar a museu da sua cidade natal

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Uma estátua de Estaline removida há três anos vai ser novamente colocada em Gori, cidade natal do ditador soviético na Geórgia, em frente ao museu que lhe é dedicado, anunciou hoje o ministério da Cultura.

"A assembleia municipal de Gori decidiu reinstalar a estátua e nós recomendámos-lhe que a colocasse em frente ao museu e não no centro da cidade", disse a porta-voz do ministério, Keti Ebanoïdzé, citada pela agência de notícias AFP.

A estátua de bronze, com seis metros de altura, esteve exposta desde 1952 no centro da cidade até ser secretamente removida em 2010 por ordem do Presidente pró-ocidental, Mikheïl Saakachvili, apesar dos protestos dos habitantes locais.

As autoridades planeavam erigir no local um monumento à memória das vítimas da ditadura soviética e dos mortos da guerra russo-georgiana de 2008.

Os media locais noticiaram que a estátua poderá ser instalada em frente ao museu, situado a cerca de 80 quilómetros de Tbilissi, em dezembro, no dia de aniversário de Estaline.

Hoje, Saakachvili condenou a reposição da estátua, classificando-a como um "ato bárbaro".

O seu partido perdeu as eleições legislativas de outubro passado, ganhas pela coligação liderada pelo multimilionário Bidzina Ivanichvili, que se tornou primeiro-ministro.

Estaline, nascido Joseph Dzhugashvili em Gori em 1878 ou 1879, segundo os documentos históricos, e que governou a União Soviética com punho de ferro do final dos anos 1920 até à morte, em 1953, permanece muito popular na Geórgia, ex-república soviética do Cáucaso.

De uma forma geral, na Rússia e nas antigas repúblicas soviéticas, muitas pessoas continuam a saudar a sua memória, salientando o papel que desempenhou na derrota da Alemanha nazi frente à URSS na Segunda Guerra Mundial.

Outros recordam que se atribui a Estaline a morte de milhões de pessoas nos campos de trabalho e durante a coletivização forçada do país.

 

 

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