Forças iraquianas voltam a repelir ataque do EI em al-Anbar

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Aviões F16 dos Emirados Árabes Unidos colocados na Jordânia para reforçar os ataques da Coligação internacional contra o Estado Islâmico a 08 de fevereiro de 2015
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A base aérea de Ain al-Asad tem estado sob ataque dos jihadistas desde quarta-feira, dia em que o grupo Estado Islâmico lançou uma ofensiva com a qual conquistou a cidade de al-Bagdadi, que cercava há vários meses.

Esta sexta-feira, aproveitando uma quebra nos bombardeamentos da Coligação devido ao mau tempo, os militantes islamitas lançaram uma segunda ofensiva contra a base.Ain al-Asad fica a cinco Km de al-Bagdadi e é usada por um contingente de 320 marines norte-americanos para treinar recrutas da 7ªa divisão iraquiana.

O exército iraquiano defendeu a base, matando pelo menos oito militantes, afirmou o Ministério da Defesa do Iraque.

"As forças da Coligação estavam a vários Km do ataque e em nenhuma ocasião estiveram sob ameaça direta", acrescentou a fonte do ministério de Defesa.
Combates por al-Baghdadi
Na própria cidade de al-Bagdhadi, na província de al Anbar, continuam a decorrer combates, com relatos contraditórios quanto aos seus resultados.

Um responsável militar iraquiano afirma que as forças do Estado Islâmico foram expulsas da cidade e que a luta se travava agora em torno da esquadra da polícia. Um líder tribal afirmou no entanto que a maior parte da cidade se mantém sob controlo dos islamitas desde quarta-feira.Al-Bagdadi fica a mais de 80 quilómetros de Ramadi, a mais importante cidade da província iraquiana de al-Anbar.

Há mais de um ano as forças do Estado Islâmico começaram a tentar recuperar posições e influência em al Anbar, após um período de ausência de quase três anos.

As operações do grupo Estado Islâmico em al-Anbar precederam mesmo em seis meses a ofensiva sobre o norte iraquiano até à cidade de Mossul, lançada em junho de 2014 e após a qual o grupo proclamou o Califado e mudou de nome.

A ameaça levou à formação de uma Coligação internacional para deter o grupo e força-lo a recuar.
Islamitas mortos
De acordo com várias fontes, os bombardeamentos aéreos têm conseguido deter pelo menos parte do contrabando de petróleo e de antiguidades operado pelo grupo sobretudo na Síria, com o qual a organização Estado Islâmico se financia em parte.

Esta sexta-feira o Comando conjunto das operações aéreas da Coligação indicou que, nas últimas 24h, foram bombardeadas posições do grupo Estado Islâmico perto de Raqqa, de Kobani junto à fronteira com a Turquia, e de Dei el-Zor, na Síria. No Iraque, foram atingidos alvos em al-Asad, em Mosul e no monte Sinjar.Entre outros alvos, incluindo edifícios e três posições de combate foram atingidos, num total de 15 ataques aéreos, veículos armados usados pelos jihadistas e sete unidades de militantes.

Pelo menos 20 militantes morreram ainda em al-Shadadi na província de Hasaka, no nordeste sírio, em bombardeamentos na quinta-feira, liderados pelos Estados Unidos, afirmou por seu lado o Observatório para os Direitos Humanos no Iraque e na Síria.

Também a Jordânia, um dos países mais ativos da Coligação desde a execução de um dos seus pilotos capturado pelo Estado Islâmico e queimado vivo, anunciou que os seus aviões participaram em novos ataques contra alvos da organização jihadista, sem precisar quais.

A força aérea jordana recebeu a oito de fevereiro de 2015 um reforço de caças F16 dos Emirados Árabes Unidos, como parte do reforço destes na luta contra o Estado Islâmico através da Coligação.

Tópicos:

Al Bagdhadi, Coligação, Síria, al Anbar, estado Islâmico, ramadi, Iraque,

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