Líder do Partido Trabalhista timorense anuncia candidatura a Presidente da República

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A líder do Partido Trabalhista (PT) timorense, Ângela Freitas, disse hoje que se vai candidatar ao cargo de Presidente da República nas eleições de 20 de março com o objetivo de fomentar a unidade nacional e de reformar a constituição.

Entre as propostas mais polémicas, Ângela Freitas defende uma reforma constitucional que elimine a dupla nacionalidade, passe o português para língua secundária e não oficial e garanta um maior papel "para os líderes tradicionais e para a Igreja" no Estado.

"Timor-Leste precisa de uma mudança radical. Temos tido muitos problemas nos últimos anos e precisamos de uma mudança significativa. O povo quer mais, quer uma justiça mais justa. E isso é o que motiva a minha candidatura", disse hoje à Lusa.

"Sem unidade não há estabilidade. Tem que haver uma unidade entre os timorenses, juntos, a sentirem-se orgulhosos como o país. Muitos sentem que neste processo de desenvolvimento, o país não lhes pertence", explicou, referindo que formalizará a sua candidatura junto do Tribunal de Recurso na quarta-feira.

Promover a unidade nacional, desenvolver e promover o crescimento económico nacional e defender a independência são algumas das propostas de Ângela Freitas que diz ser importante ter uma mulher Presidente "como mãe para abraçar todo o povo, todas as crianças".

Questionada sobre o impacto que a mudança da lei de nacionalidade terá nas dezenas de milhares de timorenses que estão a trabalhar fora de Timor-Leste, com outros passaportes, e a enviar remessas para Timor-Leste, Ângela Freitas afirma que se deve criar empregos no país.

"Temos que criar aqui empregos para as pessoas não terem que ir trabalhar lá para fora para serem escravos noutros países e poderem ter emprego aqui", considerou.

A candidatura de Ângela Freitas é a sexta a ser divulgada, quando faltam quatro dias para o final do prazo previsto para a apresentação de candidatura às eleições presidenciais.

Até ao momento apresentaram a sua candidatura o atual ministro da Educação, António da Conceição - apoiado pelo Partido Democrático (PD) -, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e deputado da Frente Mudança (FMI) José Luis Guterres, que se apresenta como candidato independente e ainda o presidente da Fretilin, Francisco Guterres (Lu-olo), que tem o apoio do líder histórico e presidente do Congresso Nacional de Reconstrução Timorense (CNRT ), Xanana Gusmão.

Foram também apresentadas as candidaturas de António Maher Lopes (Fatuk Mutin), apoiado pelo Partido Socialista de Timor (PST), e a de José Neves, ex-vice-comissário da Comissão Anticorrupção (CAC), que se apresenta como independente.

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