Linha férrea do Limpopo opera com défice devido à crise no Zimbabué

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A linha férrea do Limpopo, que liga o Zimbabué ao sul de Moçambique, está a operar muito abaixo da sua capacidade, devido à grave crise económica zimbabueana, admitiu hoje a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

Segundo o director-executivo do CFM-Sul, Joaquim Zucule, apenas um comboio por dia está a escoar mercadoria entre os dois países através daquela infra-estrutura, quando a capacidade fixada previa cinco comboios diários.

Zucule sublinhou que pela linha férrea do Limpopo transitam anualmente 600 mil toneladas de mercadorias, abaixo do potencial de um milhão de toneladas de que a via está dotada.

Nos primeiros seis meses deste ano, passaram pela linha apenas 263 mil toneladas de carga diversa, "um volume que continua a não corresponder às expectativas", acrescentou o director do CFM-Sul.

Além da linha férrea do Limpopo, o Zimbabué usa a linha férrea de Machipanda, no centro de Moçambique, para o seu comércio internacional, que conheceu nos últimos anos um grave declínio, devido aos problemas económicos com que aquele país, outrora celeiro da África Austral, se defronta.

A economia zimbabuena entrou em queda na sequência da controversa reforma agrária, que deixou de rastos a agricultura do país.

Apesar destas contrariedades, Joaquim Zucule mostrou-se optimista quanto à rentabilização da linha férrea do Limpopo nos próximos anos e sustenta essa garantia com sinais de que o Zimbabué irá relançar as suas exportações agrícolas nos próximos tempos, através do Porto de Maputo.

"Há sinais que apontam para isso, como, por exemplo, o facto de o Zimbabué estar a importar adubo, o que prenuncia que poderemos ter muita carga agrícola nos próximos tempos a vir do Zimbabué para o Porto de Maputo", disse Zucule.

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