Número de suicídios no Japão disparou nos meses seguintes ao tsunami

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O Japão registou quase mais 1.000 casos de suicídio entre abril e junho do ano passado, depois do tsunami de março, face a igual período de 2010, revelam os dados da polícia nipónica hoje divulgados.

No acumulado de 2011, o Japão registou 30.651 suicídios, menos 1.039 casos do que em 2010, o que representa a primeira vez que o país teve num ano menos de 31 mil casos de suicídio desde 1998.

De acordo com a polícia nipónica, as principais causas de suicídio no ano passado foram a crise económica e o tsunami, que fizeram com que, pelo 14.º ano consecutivo, mais de 30 mil pessoas se tivessem suicidado no Japão.

Em abril foram registados mais 126 suicídios no Japão face a 2010, em maio mais 593 e em junho mais 257.

A polícia japonesa exorta o Governo, administrações locais e instituições privadas a trabalharem em conjunto para implementarem medidas eficazes para evitar os suicídios, apontando a necessidade de prevenir este tipo de casos entre os mais jovens e estudantes.

No ano passado, 1.029 jovens japoneses suicidaram-se, tendo sido a primeira vez desde 1978 que este número ultrapassou os 1.000 casos.

De acordo com um inquérito divulgado em maio pelo Executivo nipónico, quase um em cada quatro japoneses adultos já pensou em se suicidar, sobretudo entre os 20 e os 30 anos.

A pesquisa, que abrangeu mais de 2.000 japoneses com idades superiores aos 20 anos, revelou que 23,4 por cento já pensou em algum momento da sua vida em se suicidar.

O Japão, com 127 milhões de habitantes, tem uma das mais elevadas taxas de suicídio do mundo. A opção de acabar com a vida não acarreta nenhum estigma social no Japão, pois a morte é considerada no país como uma passagem para outra existência, devido à influência do budismo.

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