Parlamento sul-coreano vota a 9 de dezembro destituição da Presidente

| Mundo

A oposição na Coreia do Sul anunciou hoje que vai apresentar na próxima sexta-feira, 09 de dezembro, uma moção para o processo de destituição da Presidente, Park Geun-hye, implicada num escândalo de corrupção e tráfico de influências.

Os três partidos da oposição, que com os independentes somam 172 dos 300 lugares na Assembleia Nacional (parlamento), vão submeter à votação a iniciativa, indicou o Partido Democrático -- principal força do bloco -- num comunicado.

As forças da oposição têm agora a missão de convencer pelo menos 28 deputados do Saenuri -- partido de Park -- para que votem a favor da destituição, já que a aprovação da moção requer os votos a favor de pelo menos dois terços da câmara baixa.

Uma sondagem publicada esta semana revelou que mais de 75% dos sul-coreanos estão a favor da destituição da Presidente e centenas de milhar manifestaram-se nos últimos cinco fins de semana para pedirem a sua demissão.

A indignação, incluindo de membros do próprio partido da Presidente, tem por base a ideia de que Park foi manietada durante o seu mandato por uma amiga, Choi Soon-sil, acusada num escândalo de corrupção e tráfico de influências.

A Procuradoria da Coreia do Sul revelou que a Presidente teve um papel "considerável" no escândalo e acusou formalmente Choi Soon-sil e dois antigos assessores presidenciais, indicando que Park cooperou com a amiga e os outros dois ex-colaboradores, que são suspeitos de terem pressionado mais de 50 empresas do país a doar 65,7 milhões de dólares (62 milhões de euros) a duas fundações.

Park Geun-hye, que goza de imunidade, negou-se a ser questionada pelos procuradores, enquanto a Assembleia Nacional trabalha na criação de um comité independente para julgar o seu envolvimento neste caso.

Tópicos:

Park Geun, Procuradoria,

A informação mais vista

+ Em Foco

O vinho e o queijo, a simpatia dos portugueses e o bom tempo. A ainda embaixatriz dos EUA só tem um defeito a apontar: a forma como os portugueses lidam com os erros. Kim Sawyer conta a sua história de vida à RTP.

    Em entrevista à Antena 1, o eurodeputado considera que a estabilidade pode ser minada pela polémica da TSU.

    Amir Ashour é o primeiro iraquiano a dar a cara pelos direitos gay no seu país. Em segurança na Suécia, revela à RTP episódios de tortura e de rejeição.

      O antigo Presidente da República morreu aos 92 anos. Recordamos aqui os principais momentos de uma figura incontornável da História de Portugal.