Polícia brasileira detém ex-presidente da Câmara dos Deputados

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A polícia Federal do Brasil prendeu esta quarta-feira o ex-deputado federal Eduardo Cunha, político que ficou conhecido por ter dado início ao processo de destituição da ex-Presidente Dilma Rousseff.

A prisão de Eduardo Cunha foi determinada pelo juiz federal Sergio Moro, que analisa os processos em primeira instância no âmbito da operação Lava Jato. 

O antigo deputado federal, ex-presidente da Câmara dos Deputados, a câmara baixa do Parlamento brasileiro, é investigado por ter alegadamente recebido cinco milhões de reais (1,4 milhões de euros) em subornos pagos em contas secretas na Suíça.

Essas contas terão sido abastecidas, segundo a acusação, com dinheiro desviado de contratos de exploração de petróleo da empresa estatal Petrobras em África.

A polícia cumpre também um mandado de busca e apreensão numa casa de Eduardo Cunha, situada no Bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

Prisão por tempo indeterminado
Segundo o jornal O Globo, Eduardo Cunha deverá ficar preso em Curitiba, no Paraná, em regime preventivo e por tempo indeterminado.

Esta decisão de Sergio Moro em deter uma figura política de grande relevo no Brasil deve-se, sobretudo, ao risco de interferência no processo e mesmo a uma possibilidade de fuga.

O Ministério Público Federal diz que Cunha representa uma ameaça à instrução do processo e à ordem pública. Os procuradores acrescentam que há mesmo "possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior", fazendo uso nomeadamente da dupla nacionalidade, já que Eduardo Cunha é brasileiro e italiano.

Eduardo Cunha é arguido na Operação Lava Jato, sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal. O processo do ex-deputado estava a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal, mas com a cassação do mandato pelo próprio plenário da Câmara dos Deputados, o caso passou à responsabilidade na Justiça Federal do estado de Paraná. 

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