Presidente angolano defende intolerância para golpes de estado no continente

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O Presidente de Angola e em exercício da Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral (SADC), José Eduardo dos Santos, defendeu hoje em Luanda que "não pode ser tolerado o ressurgimento dos golpes de estado em África".

José Eduardo dos Santos discursava na abertura da cimeira extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC, que hoje decorre em Luanda para análise da situação política da região e da integração económica regional.

De acordo como Presidente angolano, o continente necessita de exemplos concretos que confirmem que África pretende "virar firmemente uma página do passado de uma história em comum", marcado pela existência de "governos autoritários ou autocráticos, para dar lugar a sociedades e instituições democráticas".

O chefe de Estado angolano fez referência às próximas eleições que Angola realizará a 31 de Agosto, que deseja que "sirvam para demonstrar a África e ao mundo a solidez e a maturidade" das instituições angolanas e o empenho do país na construção de um verdadeiro Estado democrático e de direito.

"Como das vezes passadas desejamos que no ato eleitoral estejam presentes observadores nacionais e estrangeiros, para que possam constatar a lisura e a transparência com que ele vai decorrer", asseverou.

Em nome dos países da região, José Eduardo dos Santos condenou mais uma vez os golpes de estados ocorridos no Mali e na Guiné-Bissau, ações que, acrescentou, "contrariam os princípios fundamentais e valores defendidos pela União Africana".

"Juntamos a nossa voz a de todos aqueles que já condenaram os golpes de Estado ocorridos no Mali e Guiné-Bissau e saudamos os esforços sub-regionais em curso, com vista à manutenção da paz, da estabilidade e do restabelecimento da ordem constitucional", referiu o chefe de Estado angolano.

José Eduardo dos Santos disse também que é com o desejo de ver reforçada a capacidade de intervir na discussão e resolução dos problemas de África que os países membros da SADC têm estado a apoiar a candidata dessa região, Dlamini Zuma, para a presidência da comissão da União Africana.

A SADC é integrada por Angola, África do Sul, Namíbia, Botsuana, República Democrática do Congo, Tanzânia, Ilhas Maurícias, Malaui, Lesoto, Zimbabué, Madagáscar, Ilhas Seyshelles, Zâmbia e Moçambique.

Participam neste encontro, que termina hoje em Luanda, os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma, do Zimbabué, Robert Mugabe, da Zâmbia Micahel Sata, e do Botsuana, Ian Khama.

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