Primeiro-ministro de Itália apela ao voto no domingo e diz que "está tudo em jogo"

| Mundo

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, apelou hoje à participação popular no referendo de domingo sobre a reforma constitucional, que retira o poder legislativo ao Senado, e assegurou que nas próximas 48 horas "está tudo em jogo".

"Dentro de 48 horas vão abrir-se as urnas, cinquenta milhões de cidadãos vão votar num referendo fundamental não para o Governo, não para um partido, mas sim para o país", disse o chefe de Governo numa entrevista à rádio RTL.

Depois da entrevista, o líder do Executivo respondeu a perguntas formuladas nas redes sociais sobre o referendo do próximo domingo, assegurando, numa das respostas, que "tudo está em jogo nas próximas 48 horas, é preciso ir trabalhar, convencer as pessoas; nunca houve um número tao grande de indecisos".

No referendo do próximo domingo os italianos são chamados a responder a uma pergunta sobre se apoiam a revisão constitucional que, entre outras coisas, retira a função legislativa ao Senado, uma iniciativa que o Governo assegura que vai agilizar o funcionamento do processo legislativo.

Nas últimas sondagens publicadas sobre as intenções de voto, a rejeição da reforma constitucional avançada pelo Governo estava dez pontos atrás do `sim`, 55% contra 45% das intenções de voto, mas cerca de um quarto do eleitorado manifestava não saber como vai votar.

A informação mais vista

+ Em Foco

A União Europeia está ameaçada e tem de voltar à sua génese para se fortalecer e recuperar influência na cena mundial. Ou arrisca-se a perder o comboio do desenvolvimento e a desmembrar-se em pouco tempo.

    Num contexto de retorno do medo ao Reino Unido, a diplomata britânica Kirsty Hayes aponta a importância de todos os habitantes de Londres estarem unidos.

    Foram mais de três horas de debate a cinco mas sem grandes novidades. Le Pen defendeu o fim da imigração. Macron foi atacado pelas ligações à banca.

    Estarão os nossos equipamentos comprometidos? O especialista em cibersegurança Pedro Queirós alerta para um problema "assustador".