Venezuela negociou troca de dois militares sequestrados por cinco estudantes

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Um capitão e um sargento da Forças Armadas Venezuelanas que estavam sequestrados pela oposição ao Presidente Nicolás Maduro foram hoje libertados pelos seus raptores que os `trocaram` por cinco estudantes presos.

A troca foi confirmada por José Vielma Mora, governador do Estado de Táchira, sudoeste de Caracas, que explicou que as negociações foram autorizadas pelo Ministério Público e pela `Defensoria do Povo` (Provedoria).

Por outro lado, explicou, ambos oficiais encontram-se em bom estado de saúde depois de terem sido sequestrados na tarde de quarta-feira quando passavam pela parte alta da cidade de San Cristóbal e que os raptores incendiaram a motocicleta em que circulavam.

Os cinco estudantes tinham sido detidos pelas autoridades na última quarta-feira no âmbito dos protestos que desde 04 de fevereiro último se registam diariamente naquele estado venezuelano.

Desde há mês e meio que em várias regiões da Venezuela, se registam diariamente protestos contra a insegurança, escassez de produtos, repressão policial e pela libertação de presos políticos.

Promovidos pacificamente, estes protestos têm desencadeado situações de violência que já provocaram, pelo menos, 35 mortos e elevados danos materiais.

Só na quinta-feira um grupo de mais de 30 pessoas encapuzadas incendiou a sede da Câmara Municipal de Girardot, no estado de Arágua, oeste de Caracas.

Segundo o autarca Pedro Bastidas os atacantes "lançaram engenhos incendiários artesanais, foguetes, pedras e queimaram ainda duas viaturas, uma caixa multibanco e a entrada principal", provocando ainda danos em vários escritórios e no património arquitetónico.

Por outro lado, duas dezenas de motociclistas armados bloquearam os acessos ao conjunto residencial Palaima, na cidade de Maracaibo, oeste de Caracas, e dispararam contra os edifícios, onde se encontravam vários estudantes que participaram em protestos.

Os atacantes destruíram os vidros de várias viaturas que estavam estacionadas. Duas pessoas ficaram feridas, entre elas um repórter gráfico do diário `Versión Final`.

Na ilha de Margarita, nordeste de Caracas, a jornalista Sascha Moncada, do diário venezuelano Últimas Notícias, foi agredida por funcionários da Polícia Nacional Bolivariana quando fazia a cobertura de confrontos entre polícias e manifestantes.

O Governo venezuelano tem insistido que está em curso um "golpe de Estado continuado" contra o presidente legitimamente eleito Nicolás Maduro.

 

 

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