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Agência Mundial Antidoping alarga investigações a denúncias no atletismo

por Lusa
Craig Reedie mostra-se preocupado Foto: Reuters

A Agência Mundial Antidoping disse este domingo estar "muito alarmada" e que iria estender uma investigação, depois de novas denúncias do uso generalizado de substâncias proibidas no atletismo internacional, num documentário da estação pública alemã ARD.

Um documentário sobre o 'doping' no atletismo difundido no sábado na estação pública alemã ARD lança novos ataques contra a Rússia, já denunciada numa reportagem anterior, e aponta irregularidades também ao Quénia.

"A Agência Mundial Antidoping (AMA) está muito preocupada com estas novas alegações levantadas pela ARD, que mais uma vez vai lançar dúvidas sobre a integridade de atletas a nível mundial", disse Craig Reedie, presidente da AMA.

Reedie disse aos jornalistas em Kuala Lumpur, Malásia, que uma investigação independente existente sobre o doping na Rússia seria estendida para averiguar as novas alegações reveladas no documentário da ARD "Doping - Top Secret: O mundo sombrio do Atletismo".

No final de dezembro de 2014, a AMA levou de Moscovo cerca de 3.000 amostras de atletas russos para analisar nos seus laboratórios de Colónia, na sequência da investigação sobre práticas de 'doping' na Rússia, denunciadas pela televisão germânica ARD.

As duas reportagens emitidas no início desse mês pela ARD denunciaram práticas sistemáticas de 'doping' no atletismo russo, assim como alegada corrupção.

As práticas ilegais incluiriam o tesoureiro da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e presidente da Federação Russa de Atletismo, Valentin Balakhnichev, que teria colaborado na ocultação de casos de doping a troca de dinheiro.
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