Morreu o antigo atleta olímpico António Leitão

| Outras Modalidades

Morreu o antigo atleta olímpico António Leitão

António Leitão (ao meio) durante a corrida de 5.000 metros nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984 |

António Leitão morreu este domingo, no Porto, aos 51 anos. O antigo atleta foi medalha de bronze nos 5.000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles1984 (veja o vídeo abaixo).

Leitão estava internado no Hospital de Santo António, no Porto, em estado de coma. Deu entrada na unidade hospitalar a 22 de fevereiro com um pulmão perfurado e o seu organismo estava debilitado há vários anos devido a hemocromatose.

Trata-se de uma doença rara, caraterizada pela excessiva absorção de ferro, provocando várias perturbações no organismo, nomeadamente problemas hepáticos e de diabetes.

Moniz Pereira, conhecido como “o senhor atletismo”, lamenta a morte de António Leitão. Em declarações à Antena1, Moniz Pereira mostra-se emocionado com a morte do antigo atleta olímpico.

“Eu era bastante amigo dele. E eu também estou na lista de espera, porque já fiz 91 anos. Era uma das pessoas de quem eu gostava muito e um dos elementos do atletismo português que continua a ser esquecido por muita gente”, afirma.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, confessa-se consternado com esta perda. Vicente Moura recorda à Antena1 as qualidades do antigo atleta olímpico como desportista e como homem.

“Acabou de partir um dos atletas portugueses mais prestigiados, um verdadeiro exemplo para todos os atletas e para todos os cidadãos portugueses”, defende Vicente Moura.

António Leitão nasceu em Espinho a 22 de julho de 1960. O Benfica, clube que representou durante dez anos, já lamentou a sua morte. “Este é um dia de luto para o atletismo e para o desporto português. Aos seus familiares e amigos, o clube endereça as mais sentidas condolências”, lê-se na página oficial do Benfica na internet.


Veja aqui o vídeo que recorda a prova que deu a medalha de bronze a António Leitão em Los Angeles:


A informação mais vista

+ Em Foco

Um estudo recente demonstra que pescar abaixo dos 600 metros de profundidade pode trazer graves problemas no ecossistema marinho.

    Milhares de migrantes procuram refúgio na Europa em fuga da guerra e da instabilidade no Médio Oriente e África.

      A rádio pública completou 80 anos. Assinalámos a data com cinco entrevistas e outras cinco reportagens.

        Tire uma fotografia, escreva um e-mail com nome, local e descrição e envie para ferias@rtp.pt.