Adolescentes portugueses gostam da escola, mas não das aulas nem da comida da cantina

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A grande maioria dos adolescentes portugueses gosta da escola, sobretudo dos colegas e dos intervalos, com as aulas e a comida da cantina a serem os pontos apontados como mais negativos.

Um estudo feito para a Organização Mundial da Saúde (OMS) com base em inquéritos a mais de 6.00 alunos do 6.º, 8.º e 10.º ano indica que 73% dos jovens afirmam gostar da escola, com as raparigas a surgirem como gostando mais do que os rapazes.

Os colegas e os intervalos são apontados como os preferidos dos alunos portugueses neste estudo, seguindo-se as atividades extracurriculares e os professores.

Em último lugar aparece a comida servida nos refeitórios escolares, antecedida das aulas propriamente ditas.

Nos estudos anteriores feitos em vários países para o mesmo projeto da OMS foi identificada uma fragilidade na relação dos adolescentes portugueses com a escola, surgindo como os que têm pior perceção da sua competência escolar, mas mesmo assim sendo os que mais mencionam gostar da escola.

Concretamente em relação às aulas, os alunos portugueses referem, no estudo deste ao, que a sua principal preocupação é o facto de a matéria ser difícil, demasiada e aborrecida.

Embora a maioria continue a planear frequentar o ensino universitário, diminuíram os que o pretendem fazer em relação ao estudo de 2010.

A coordenadora do estudo, Margarida Gaspar de Matos, considera que esta diminuição está relacionada com a crise económica, frisando que se trata de uma geração com "falta de expetativas".

A responsável sublinhou ainda à agência Lusa que o estudo revelou também que um quinto dos jovens sentem pressão dos pais para serem bons alunos e que essa pressão não os ajuda a melhorar.

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