Aeroporto Lowcost pode ocupar parte da Base Aérea do Montijo

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Aeroporto Lowcost pode ocupar parte da Base Aérea do Montijo

A ver: Aeroporto Lowcost pode ocupar parte da Base Aérea do Montijo

A Base Aérea do Montijo deve ser anunciada como aeroporto alternativo à Portela nas próximas semanas.
ANA, Governo e Força Aérea estão a trabalhar em conjunto numa solução que permita descongestionar o aeroporto da capital desviando voos charter e de baixo custo para a atual base da Força Aérea.
O objetivo é evitar a necessidade de construção de um novo aeroporto de raiz com custos muito avultados.

A Base Aérea do Montijo pode tornar-se, a curto prazo, o aeroporto lowcost da região de Lisboa. O ministro do Planeamento e Infraestrutura tornou público esta sexta-feira que todos os estudos estão em fase final de conclusão e o anuncio da decisão final será feita em breve.

Pedro Marques, que no Montijo lançava as obras de requalificação da Estada Nacional 4, reconheceu que o grosso dos estudos se centra na Base Aérea 6.

O aeroporto Humberto Delgado tem 77 anos, aproxima-se do seu limite operacional de 25 milhões de passageiros /ano.

ANA, governo e Força Aérea estão a trabalhar em conjunto numa solução que não interfira com os corredores de aproximação a Lisboa e permita uma alternativa para voos charter e de baixo custo.

A base aérea numero seis tem sido apresentada como a alternativa mais viável.

O Contrato de Concessão da ANA implica a construção de um novo aeroporto em Lisboa logo que o movimento anual de passageiros na Portela atinga os 22 milhões.

Há no entanto uma obrigação do concessionário: apresentar alternativas "mais eficientes e menos dispendiosas" para o Estado, do que a construção de raiz de uma nova infraestrutura. A base militar do Montijo sempre foi uma das alternativas consideradas.

As duas pistas da BA6 são a base para a esquadra de transporte pesado da Força Aérea, mas também as suas esquadras de Vigilância marítima e Busca e Salvamento. Uma missão fundamental que não pode ser colocada em causa.

A Força Aérea está a colaborar ativamente nos estudos. A coabitação com uma utilização civil da base foi considerada tecnicamente viável.

A Câmara Municipal do Montijo já se disse disponível para partilhar parte dos custos do projeto.

A confirmar-se a decisão Manuel Canta, que preside à autarquia local, vê esta oportunidade como uma forma de alavancar o desenvolvimento económico de toda a Margem Sul, equilibrar, no seio da Grande Lisboa, questões como a do rendimento per capita e tornar o concelho numa plataforma de transportes de importância nacional.

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