Apenas 9% dos membros dos Conselhos de Administração são mulheres

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A conclusão é baseada em estatísticas da União Europeia e considera as 18 maiores empresas portuguesas cotadas em Bolsa. Os números nacionais estão muito abaixo da média da União Europeia, que se situa nos 19% em 2014.

São dados apresentados pela Secretária de Estado para os Assuntos Parlamentares e da Igualdade, num debate promovido pela Women@Mercer, um grupo dentro da empresa de consultoria. Em comunicado, são apresentadas as conclusões do debate. Teresa Morais considera que esta é uma questão civilizacional.

“A presença equilibrada de mulheres e de homens nos órgãos de decisão das empresas não é apenas uma questão de justiça face às qualificações das mulheres. É uma questão civilizacional. As empresas privadas portuguesas (porque é justo distinguir neste parâmetro a situação das empresas do Setor Empresarial do Estado, que não sendo ideal é bastante melhor) estão a empurrar o País para medidas cada vez mais duras e imperativas, dada a ausência de compromissos sérios e de objetivos concretos a alcançar”

A União Europeia tem assumido como prioridade criar políticas ativas que promovam a igualdade de género. Políticas que se têm reflectido nas políticas nacionais de cada Estado-Membro. Desde Janeiro de 2014 está em curso o V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não-Discriminação, com medidas que visam reduzir as desigualdades salariais entre homens e mulheres, reforçar os mecanismos de acesso das mulheres a lugares de decisão económica.

A Secretária de Estado constata que, em Portugal, “as mulheres sobem na carreira com relativa facilidade até cargos de direção intermédia: são diretoras de recursos humanos, de marketing, de relações públicas, de vendas e de outros tantos importantes departamentos, mas na grande maioria das empresas portuguesas ou que operam em Portugal, quer no universo das cotadas em Bolsa, quer no universo mais restrito das 18 maiores, não chegam aos Conselhos de Administração”.

Portugal é o país europeu com menos mulheres nos Conselhos de Administração

As conclusões são de um outro estudo, apresentado pela agência Bloomberg. Revela que, em 2013, apenas 5% dos lugares em administrações de empresas do índice bolsista Stoxx Europe 600 eram ocupados por mulheres.

O segundo lugar nesta tabela elaborada pela Bloomberg Intelligence, é ocupado pela Grécia, com 6,7% de mulheres nos lugares de administração. Em sentido inverso, é na Noruega que encontramos mais mulheres nos conselhos de administração, cerca de 40%, uma quota a que as empresas são obrigadas legalmente desde 2003.

Países da União Europeia têm conseguido reduzir as disparidades

O relatório da União Europeia que analisou os desenvolvimentos em 2013, revela que nos últimos anos se tem vindo a conseguir reduzir consideravelmente as disparidades entre homens e mulheres. Ressalva, porém, que os progressos dos Estados-Membros têm sido desiguais e subsistem disparidades em vários domínios.

O documento apresenta dados preocupantes. "Persistem alguns problemas dado que, ao ritmo atual, serão necessários 30 anos para se atingir o objetivo de 75 % das mulheres ativas no mercado laboral, 70 anos para concretizar a igualdade de remuneração e 20 anos para alcançar a paridade nos parlamentos nacionais (pelo menos, 40 % dos deputados de cada sexo)."

Tópicos:

administração, estatísticas, igualdade, trabalho, Mulheres,

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