Arménio Carlos novo Secretário-Geral da CGTP

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Arménio Carlos substitui Carvalho da Silva à frente da CGTP
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O novo secretário-geral substitui Carvalho da Silva, que sai devido à idade, 63 anos. Arménio Carlos foi eleito de madrugada por 113 votos e 28 abstenções, as quais desvalorizou, sublinhando que “não houve votos contra”. E lembrando que o cargo de secretário-geral não é um “órgão” e que o seu detentor “só tem de coordenar o trabalho coletivo”.

“Só demonstra que dentro da CGTP há diversas formas de pensar, de agir e de votar, isso é natural”, considerou o novo secretário-geral sobre as abstenções, acrescentando que a decisão de quem se absteve é “natural” e “faz parte do jogo democrático”.

“A CGTP é uma organização plural, tem várias opiniões e elas manifestam-se”, acrescentou Arménio Costa, defendendo que “o projeto da CGTP vale sobretudo pelo seu todo”.

O novo secretário-geral acrescentou que a central sindical “continuará nessa linha”.                    

CGTP projeto “plural”

“Não houve votos contra, houve abstenções e não há problema nenhum, isso até é um desafio” disse Arménio Costa, que pretende “provar efetivamente que esses votos que foram de abstenção amanhã serão votos de apoio”.

O recém-eleito secretário-geral da CGTP criticou ainda a atenção dada às 28 abstenções, dizendo [à Lusa] “parece que estamos a fazer desta votação uma votação em torno de uma pessoas e isto [a CGTP] não é um projeto individual, é um projeto coletivo que tem um Conselho Nacional, que tem uma Comissão Executiva e dentro deste órgão aparece um secretário-geral que apenas e só tem de coordenar o trabalho coletivo, não é órgão e isto não se pode individualizar, tem de ser visto numa perspetiva coletiva”, rematou, pondo um ponto final na questão.

Antes e agora

Arménio Carlos, de 56 anos, foi eleito durante a madrugada ao fim de três horas de reunião do novo Conselho Nacional, eleito sexta-feira à noite no XII Congresso da CGTP. Deverá manter-se no cargo os próximos quatro anos, cumprindo possivelmente um segundo mandato, após o que, a manter-se o limite de idade, terá de passar a pasta.

Foi o que sucedeu a Carvalho da Silva, que era secretário-geral da Intersindical desde 1986, tendo estado na direção da Central desde 1977. Agora com 63 anos, vai dedicar-se ao ensino e à investigação nas áreas sociais.

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