Associação de Oficiais critica novo regulamento de avaliação das Forças Armadas

| País

O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) criticou hoje o novo sistema de avaliação comum aos ramos militares, afirmando que dificulta e introduz "elementos de arbitrariedade" nas promoções e progressão.

Ressalvando que a AOFA é favorável à existência de um sistema de avaliação comum -- atualmente cada ramo tem a respetiva avaliação de mérito --, António Mota sustentou que o novo regulamento "não vem dar resposta a uma avaliação mais fiel e rigorosa".

O sistema de avaliação de mérito dos militares, hoje publicado em Diário da República, entra em vigor em janeiro de 2018, com impacto no "recrutamento e seleção, formação e aperfeiçoamento, promoção, progressão horizontal, desempenho de cargos e exercício de funções".

O tenente-coronel António Mota criticou que o critério da antiguidade no posto passe a contar "apenas 25%" na ponderação da avaliação final, afirmando que essa "desvalorização" não faz sentido uma vez que hoje "os militares estão cada vez mais tempo no mesmo posto".

O presidente da AOFA criticou também a graduação valorativa dos "louvores e medalhas" conforme sejam atribuídos pelo Presidente da República, Governo ou pelas chefias militares: "Temos que um louvor atribuído por um secretário de Estado pesa mais na avaliação do que um louvor atribuído por um vice-almirante ou tenente-general", criticou.

Por outro lado, António Mota disse ainda que não é compreensível que no final de uma avaliação que inclui tantos critérios e cálculos que se pretendem objetivos o avaliador possa aumentar a nota em meio ponto.

"Isto pode causar distorções, abrir o caminho a elementos de arbitrariedade que podem afetar a carreira de um militar", criticou o presidente da AOFA, sustentando que estas alterações, conjugadas com as disposições do Estatuto dos Militares das Forças Armadas [EMFAR], prejudicam as progressões na carreira e o sistema de promoções.

O anterior governo, frisou, "aprovou o novo EMFAR, e este governo em vez de olhar para o Estatuto e ver tudo aquilo que não está bem, continua paulatinamente a dar sequência ao que foi aprovado no governo anterior", criticou.

 

 

A informação mais vista

+ Em Foco

A operação Via Livre, da Guarda Nacional Republicana, vai realizar-se até 2 de abril em autoestradas e vias reservadas a automóveis e motociclos de todo o país.

Em entrevista exclusiva à RTP, Le Pen conta como foi expulso do partido que fundou em 1972 pela própria filha, a atual candidata Presidencial.

A UE está ameaçada e tem de voltar à génese para se fortalecer e recuperar influência mundial. Ou arrisca-se a perder o comboio do desenvolvimento e a desmembrar-se em pouco tempo.

    O intérprete da canção vencedora do Festival da Canção, “Amar pelos Dois”, tornou-se rapidamente um fenómeno da internet e das redes sociais.