Câmara de Oliveira do Hospital anuncia solução provisória para falta de médicos

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A Câmara de Oliveira do Hospital revelou hoje ter acordado com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro uma "solução provisória" para assegurar o funcionamento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) local nas próximas semanas.

O presidente deste município do distrito de Coimbra, José Carlos Alexandrino, disse à agência Lusa que o entendimento com a ARS do Centro, liderada pelo médico José Tereso, garante uma "solução precária" para a falta de médicos de família no Centro de Saúde de Oliveira do Hospital.

O acordo terá efeitos a partir de segunda-feira, com a entrada em funções de "dois médicos nesta fase", colocados pela empresa privada de subcontratação destes profissionais cujo afastamento foi hoje exigido pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (OM).

"Não podemos continuar a ter uma saúde terceiro-mundista em Oliveira do Hospital", disse o autarca, que cumpre um segundo mandato pelo PS, com estatuto de independente, vincando que aquela empresa "tem vindo a falhar sistematicamente".

No entanto, a Câmara Municipal reclama uma "solução definitiva com mais qualidade médica", que deveria passar pela transformação do atual SAP num Serviço de Urgência Básica, uma proposta que José Carlos Alexandrino apresentou numa reunião com a ARS, na tarde de quinta-feira.

"Esta proposta concreta foi bem aceite", disse, prevendo que a "solução provisória" dure apenas "duas ou três semanas", enquanto o Ministério da Saúde não viabilizar uma solução diferente através da colocação de médicos com vínculo ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Num comunicado divulgado hoje, ao fim da tarde, o líder regional da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, manifestou solidariedade para com os médicos da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Oliveira do Hospital, que na quinta-feira se manifestaram indisponíveis para assegurar o funcionamento do SAP do Centro de Saúde a partir de segunda-feira.

Perante as "falhas inaceitáveis" de preenchimento de escala por parte da empresa de subcontratação, "que obriga os médicos daquele serviço a cumprir com dois turnos seguidos", Carlos Cortes "enaltece o esforço e abnegação" daqueles profissionais.

"Está na hora de rescindir o contrato com esta empresa, que está a provocar graves danos no desempenho profissional dos médicos da UCSP de Oliveira do Hospital e nos seus doentes", recomenda, exortando o Ministério da Saúde a "resolver os problemas causados pelas empresas incumpridoras" no país.

Entretanto, o fundador do SNS, António Arnaut, defendeu hoje que importa "acabar com essa vergonha que são as empresas mediadoras que exploram os médicos e os enfermeiros".

Em declarações à Lusa, em Coimbra, o antigo ministro socialista preconizou ainda a reposição das carreiras médicas, que evitariam "essa tal vergonha de contratação de médicos à hora ou ao fim de semana" em unidades do SNS.

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