Câmara de Penacova "sem conhecimento atempado" da manutenção do fecho da EN110

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O presidente da Câmara de Penacova esclareceu hoje que apenas teve conhecimento do prolongamento do fecho da EN 110 na manhã de segunda-feira, dia em que a Estradas de Portugal anunciou que a via ia continuar encerrada.

"Só numa reunião realizada na sede da Estradas de Portugal na manhã de ontem (segunda-feira) é que nos foi comunicado que a estrada não abria hoje ao trânsito, de forma alternada, conforme estava previsto", disse à agência Lusa o autarca Humberto Oliveira (PS).

A Estradas de Portugal informou na segunda-feira à noite que a EN110, no concelho de Penacova, encerrada para intervenção desde 15 de janeiro devido a duas derrocadas, vai estar fechada durante mais um mês do que o inicialmente previsto.

As obras iniciaram-se no dia 10 de fevereiro na zona do Caneiro, ao quilómetro 11.6 da EN 110, que liga Penacova a Coimbra, ao longo da margem direita do rio Mondego, numa empreitada orçada em 193 mil euros.

"Na execução da empreitada destinada ao restabelecimento da circulação foi detetado um ambiente geológico mais gravoso do que o previsto, que comporta riscos adicionais de instabilidade na sustentação da zona superior do talude", refere uma nota divulgada na segunda-feira pela Estradas de Portugal.

Segundo aquele organismo, "ao contrário do inicialmente estimado, será necessário prolongar, previsivelmente por mais 30 dias, o atual corte de tráfego nesta zona da EN110, dando prioridade à segurança de pessoas e bens".

A obra está projetada em duas fases, inicialmente uma primeira de 30 dias, que dilatou agora para 60, em que a estrada está completamente interditada para controlo da parte superior do talude, que ainda apresenta risco de deslizamento.

"Após esse período, será possível proceder à abertura da via com circulação alternada, até à conclusão dos trabalhos, o que deverá ocorrer dois meses depois, não se estimando nesta segunda fase qualquer alteração à estimativa inicial", adianta a Estradas de Portugal.

O presidente da Câmara de Penacova salientou que a manutenção da estrada encerrada traz prejuízos acrescidos para as pessoas, tendo, por isso, proposto um "esforço tripartido para que fosse colocado ao serviço das populações transportes adicionais".

"Esse esforço envolveria a Estradas de Portugal, a Câmara e a empresa responsável pelas obras no transporte às populações afetadas", explicou Humberto Oliveira, referindo que a proposta ficou de ser estudada.

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