Coletivo "Face Oculta" dá como provados crimes de Vara, Godinho e Penedos

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Armando Vara foi condenado a cinco anos de prisão. O tribunal deu como provados os três crimes de tráfico de influências. Manuel Godinho, o principal arguido do processo, foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão. Outro dos arguidos, José Penedos, ex-presidente da REN, também foi condenado a cinco anos de prisão efetiva e Paulo Penedos, o filho, foi condenado a quatro anos.

A leitura do acórdão do processo Face Oculta, um dos mais mediáticos julgamentos, dos últimos anos, em Portugal, está a decorrer no Tribunal de Aveiro. Envolve 36 arguidos e à cabeça surge o empresário de sucatas, Manuel Godinho, acusado de ter montado um esquema de corrupção, envolvendo altos dirigentes de empresas públicas e antigos governantes.

Neste dia em que é lido o acórdão com 2.782 páginas, estão ausentes nove arguidos por vários motivos indicados, o mais mediático é José Penedos.

O juíz presidente do coletivo, Raúl Cordeiro, começou por explicar que dada a extensão do acórdão, a leitura integral torna-se inviável. Sendo assim, Raul Cordeiro irá apenas recordar os crimes pelos quais os arguidos estão acusados e referir os factos provados e as respectivas penas.

O julgamento do caso Face Oculta arrastou-se quase três anos. No total, o julgamento, que começou a 8 de Novembro de 2011, contou com 188 sessões.

Entre os 36 arguidos, destacam-se o ex-ministro e dirigente do BCP, Armando Vara, o antigo presidente da REN, José Penedos, e o filho, o advogado Paulo Penedos.
Destruição de escutas não anula acusação, diz coletivo de juízes
Este caso teve momentos marcantes, um deles foi o das escutas telefónicas, que envolviam José Sócrates e Armando Vara. Um assunto que marcou os primeiros momentos do dia, já que o coletivo vai revelar se concorda que a cópia que ainda existe pode ou não ser disponibilizada aos arguidos.

O coletivo de juízes do Tribunal de Aveiro continua a ler o acordão e já disse que a destruição das escutas das conversas entre Armando Vara e José Sócrates não anula a acusação.

O Ministério Público acusou 36 arguidos, incluindo duas empresas, de centenas de crimes de burla, branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de influências.

Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a condenação de todos os acusados, defendendo a aplicação de penas de prisão efetivas para 16 arguidos, incluindo Armando Vara, José Penedos, Paulo Penedos e Manuel Godinho, e penas suspensas para os restantes.

Todos os advogados de defesa tinham pedido a absolvição dos arguidos por insuficiência de provas.

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