Crato admite rever prazos do concurso de professores mas mantém provas

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Nuno Crato reconhece os problemas que existiram este ano letivo com a colocação de professores
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O ministro da Educação admite alterar os prazos no concurso de colocação de professores, mas vai manter o modelo usado neste ano letivo. Em entrevista ao programa Página 2, Nuno Crato reafirmou que as provas de avaliação de professores são para manter. O presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos Escolares reclama alterações no processo.

“A prova vai ser feita essencialmente como no ano passado e é um modelo que vai ser seguido nos próximos anos. Está no programa do Governo desde o princípio que esta prova é uma parte essencial do nosso esforço para que a nova geração de professores seja a mais qualificada de sempre”, afirmou o ministro da Educação na RTP2.

No entanto, Nuno Crato reconhece os problemas ocorridos este ano letivo com a colocação de professores - só a 30 de outubro os docentes estavam todos colocados - e promete antecipar os concursos.

Peça de Rui Sá e Marcelo Sá Carvalho

“Houve alguns problemas de facto, nós reconhecemos isso e estamos a trabalhar para que eles não se repitam nesta colocação, nesta bolsa de colocação de escolas. Mas não queremos recuar”, frisou.
Escolas falam em instabilidade

Por seu turno, o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos Escolares vê neste processo uma fonte de instabilidade nos estabelecimentos de ensino e afirma que as escolas exigem mudanças na colocação de professores.

“Eu acho que os professores em junho, julho devem saber para que escola é que vão dar aulas. Em Portugal parece que é normal só no dia 1 de setembro é os professores sabem em que escola é que vão ficar. Isto tem que deixar de acontecer”, afirmou Filinto Lima na RTP2.

Para este responsável, além dos prazos é importante que o Governo tenha em conta outras situações: “Os professores não podem ter mais de um lugar de colocação. Este ano, caiu-se no ridículo de um mesmo professor ter 75 escolas para escolher”.
Dois semestres
Os diretores de Agrupamentos Escolares e as associações de pais querem mudanças na estrutura do ano curricular, entre elas a existência de dois semestres, em vez de três períodos letivos e a realização de exames de final de ciclo apenas depois do fim das aulas.
“Nós achamos que os períodos letivos não devem ser três, devem ser dois. Mesmo no ensino não superior as escolas já fazem avaliação ao nível de algumas disciplinas semestralmente. Isso era positivo porque nós temos um terceiro período muito curto, porque depende da Páscoa, que é um feriado móvel, e é um período que por vezes é desaproveitado pelos alunos para recuperarem das suas aprendizagens”, sublinhou Filinto Lima.

“Outra situação, que eu acho que o Ministério ainda não viu, são os exames do quarto e sexto anos. São em maio. Não faz sentido exames de final de ciclo, de quarto e sexto ano, serem durante o período letivo. Causa transtornos aos professores e os alunos despois desses exames sentem-se em férias, e não estão de férias, e também nessas quatro manhãs, os alunos que não tem exame vão ter de ficar em casa”, rematou.

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